sexta-feira, 15 de novembro de 2013

AS CAPCIOSAS REPORTAGENS DA ELITE DOMINANTE

Ratos de laboratório  

têm mais mordomias do que se imagina?????????

Saiba como são tratadas as cobaias preferidas da ciência


por Lígia Sotratti

Editora Globo
VIDA DE RATO. Cobaias de laboratório da USP ficaram agitadas com a presença de uma equipe da revista
Eles já participaram da invenção da penicilina, das vacinas contra poliomielite e febre amarela e da criação de remédios para hipertensão e antidepressivos. E seguem colaborando na busca de uma cura para o câncer, de tratamentos para problemas cardíacos e estudos sobre ansiedade. Por serem genética e fisiologicamente parecidos conosco e se multiplicarem rapidamente, os ratos e seus primos — camundongos, porquinhos-da-índia — são as cobaias preferidas da ciência. No Brasil, há cerca de 70 instituições que produzem esses animais. A Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, uma das maiores produtoras nacionais de ratos de laboratório, libera 170 mil animais por ano para experimentos. Eles podem ser pedidos por telefone ou e-mail. Fora do país, há empresas que até aceitam as compras online. Os ratinhos que vão dedicar sua vida e morte à ciência são tratados como reis e vendidos ao preço médio de R$ 15 para os laboratórios, onde vão perambular por labirintos, nadar em piscinas que não dão pé, beber e fazer sexo até alcançarem uma morte serena — ou virarem comida de cobra.

Os roedores que existem apenas porque a ciência precisa deles nascem nos biotérios (do latim “lugar onde fica a vida”), uma espécie de berçário que segue normas rígidas de higiene e conforto ditadas por órgãos internacionais como AAALAC (Associação para Avaliação e Validação dos Cuidados com Animais de Laboratório) e Iclas (Conselho Internacional para Animais de Laboratórios Científicos). A ideia é mantê-los limpos e livres de doenças, para não comprometer os resultados dos estudos. “Na investigação de uma parasitose, o animal pode apresentar um sintoma de uma doença que já tinha, e não da pesquisada”, diz o veterinário Joel Majerowicz, diretor do Centro de Criação de Animais de Laboratório (Cecal), da Fiocruz.

Para manter os ratos longe de vírus, germes e bactérias, os biotérios são isolados. As salas de esterilização de materiais e de criação e repouso dos bichinhos não têm janela, e a ventilação é feita por ar-condicionado. Ao entrar em uma sala, por exemplo, só se consegue abrir a porta seguinte quando a anterior se fecha. A entrada é restrita aos funcionários — ainda assim, não para todos. “Quem trabalha na área externa tem uniforme de cor diferente para facilitar o controle”, conta a bióloga Ubimara Pereira Rodrigues, diretora da Divisão Biotério Central do Instituto Butantan, centro de pesquisa vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, responsável por 93% dos soros e vacinas produzidas no país. Para entrar, os funcionários vestem touca, luvas, máscaras e proteção para o pé — semelhante ao que é exigido em uma UTI.

A mania de limpeza ajuda a manter as cobaias aptas para os experimentos, mas é também uma forma de respeitar seu estilo natural de ser. Pois, acredite, ratos não são seres imundos, nem os de bueiro. “Eles se limpam o tempo inteiro. A gente sabe quando estão doentes porque deixam de lavar o rosto, se lambendo”, afirma a biomédica do laboratório de Cronofarmacologia (que analisa o efeito de medicamentos no organismo de acordo com a hora em que são tomados) da USP Regina Markus.

Os cuidados não param por aí. Nos biotérios, os ratos são tratados com a mordomia de um hotel 5 estrelas: as camas são de fibra natural (uma serragem esterilizada), arrumadas no mínimo 3 vezes por semana. Isso porque têm alta capacidade de absorção e ficam limpas por mais tempo, sem necessidade da troca diária. A temperatura é agradável ao corpo, 22 °C. A cada hora, o ar é trocado de 15 a 20 vezes. Uma luz baixa dá um clima no ambiente. Se fosse um hotel, a diária seria com comida e bebida à vontade. Os funcionários falam em voz baixa e zelam para que os hóspedes não sejam incomodados com cheiros de cigarro ou perfumes. Nada pode interferir no sossego das cobaias.


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Últimos comentários

  • Mia
    | RS | Porto Alegre | 24/04/2013

    Que vergonha,Galileu

    Se tá velho, não serve mais, tem que morrer. O que essa matéria quer dizer com mordomia?? eu só vi escravidão e ego, sim ego das pessoas que prendem essas criaturinhas numa vida artificial,miserável e falsa.e ainda querem nos fazer acreditar que fazem um favor pra esses ratinhos garantindo "boas condições" e uma saúde impecável pra poder ser destruída com testes e torturas.
  • Sergio Augusto da Silva
    | DF | Brasília | 23/04/2013

    Galileu entra pra lista de revistas lixo do Brasil

    Com essa reportagem, subestimando a inteligência das pessoas, a revista Galileu acaba de fazer parte do lixo de informação do Brasil. Nenhuma informação desta revista deve ter atenção e confiança. Com essa reportagem, registra-se um argumento e um exemplo claro de que a revista Galileu é totalmente "sem noção" e sem ética nenhuma. É uma ameaça a sociedade brasileira.
  • Wellington Fochetto JUNIOR
    | SP | Batatais | 09/04/2013

    Hitler e CIA. Ilimitada: eles só querem o nosso bem...

    Mordomia enquanto são torturados, né? Tão nos chamando de BURROS, é? Revista SEM VERGONHA essa, hein? Dá licença...