domingo, 31 de agosto de 2014

#alterapl6602
Campanha Nacional contra os retrocessos criados pelo PL 6602/13 à legislação protetiva já vigente
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Após reunião com Deputado Izar, Comissão Antivivisseccionista da ALESP pede retirada de tramitação do PL 6002/13 devido ao risco oferecido à legislação protetiva aos animais.

São Paulo, 07 de agosto de 2014.

Os membros da primeira Comissão Antivivisseccionista do Brasil, formada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, reuniram-se no dia 29 de julho de 2014 com o deputado federal Ricardo Izar Jr. A pauta da reunião foi o projeto de lei 6602/13, que autoriza os testes em animais para fins cosméticos por um período de 5 anos mesmo havendo métodos alternativos.

O texto original do PL 6602/13, de autoria do deputado Izar, tinha o mesmo intuito da Lei Estadual Paulista que veda os testes em animais para cosméticos sem qualquer prazo para a continuação do uso de animais. No entanto, a mudança proposta pelo governo e aceita pelo deputado Izar fez com que o PL, ao invés de proibir o uso de animais, passasse a regulamentar esse uso. A atual Lei de Crimes Ambientais criminaliza o uso de animais quando há métodos alternativos e o projeto de lei proposto pelo deputado Izar autoriza o uso por 5 anos mesmo após a técnica alternativa ter sido reconhecida. O texto aprovado na Câmara dos Deputados foi modificado por pressão do Governo Federal e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio dos órgãos Concea, CNPq e Anvisa, sendo que todos esses órgãos estão ligados à vivissecção.

Desse modo, o entendimento da comissão é de que o PL 6602/13 é inconstitucional, pois autoriza a prática de uma conduta que submete os animais à crueldade, hoje considerada criminosa pela Lei de Crimes Ambientais.

Além disso, em caso de aprovação do referido projeto de lei no Congresso Nacional e posterior sanção pela Presidência da República, o entendimento da Comissão Antivivisseccionista é o de que correm o risco de se tornarem inócuas tanto a lei estadual paulista (Lei Estadual 15.316/14) quanto as outras já em vigor e efeito que já proíbem os testes em animais para fins cosméticos sem esperar qualquer prazo, ou ainda aquelas que estão atualmente em tramitação. Embora em se tratando de direito ambiental os estados possam prever medidas mais restritivas do que as leis federais, a lei estadual não trata de crimes, mas de sanções administrativas. Mesmo que no primeiro momento o laboratório, ou empresa, que estiver descumprindo a norma estadual for autuado e multado, ele pode recorrer da multa na justiça e possivelmente ganhar, pois com a eventual aprovação do PL haveria uma lei federal que cria uma causa de excludente de ilicitude, ou seja, que descriminaliza o que antes era considerado crime.

Durante a reunião, o deputado federal Ricardo Izar, autor do projeto, reconhecendo os riscos existentes no texto atual, propôs levar ao Senado Federal (onde o PL atualmente aguarda para ser votado) uma proposta de emenda supressiva do parágrafo 8º do artigo 14º que versa sobre o prazo de 5 anos para a continuidade do uso de animais mesmo após o reconhecimento da técnica alternativa. A proposta de emenda no Senado oferecida a que se refere o deputado parte do princípio que sendo o PL aprovado no Plenário do Senado Federal com uma emenda, esse teria que retornar à Câmara dos Deputados onde o deputado Izar poderia rever a sua tramitação e fazer outras alterações diante do grave risco que o texto atual representa para os animais. No entanto, apesar de a proposta do deputado ser boa em teoria, na prática ela continuaria representando um grande risco para os animais. Ocorre que, mesmo que aceita a sugestão de emenda proposta pelo Deputado Izar, os Senadores podem, no momento da votação em Plenário, optar por votar pelo texto original em rejeição da emenda, o que seria o fim da tramitação do PL e consequente aprovação final do texto na forma em que ele se encontra hoje. Devemos nos lembrar que o projeto de lei foi redigido em parceria com os órgãos do governo ligados à vivissecção e por isso com grande influência sobre o Senado Federal.

Apesar de reconhecermos a boa vontade demonstrada pelo deputado Ricardo Izar com a proposta da emenda no Senado, os membros da primeira Comissão Antivivisseccionista do Brasil, convictos de que o PL 6602/13 (que no Senado leva o nome de PLC 70/14) é inconstitucional e sobretudo representa um retrocesso às garantias já conquistadas em relação aos direitos dos animais tanto na esfera federal como na esfera estadual, solicitam ao deputado federal Ricardo Izar a retirada imediata de tramitação do referido projeto de lei com a possibilidade de posterior apresentação de outra proposta de norma que contenha uma redação que garanta aos animais a proteção necessária contra práticas que os submetam à exploração ou crueldade, atendendo assim aos anseios da sociedade, que é pelo fim dos testes em animais e não por uma regulamentação que permita a sua continuidade, quanto mais quando essa regulamentação ainda causa um retrocesso na legislação protetiva já existente como é o caso do PL em questão.

Assinam o presente documento os membros da Comissão Antivivisseccionista da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo:

George Guimarães – Presidente da ONG VEDDAS
Lilian Rockenbach – Crueldade Nunca Mais
Lito Fernandez – Associação Natureza em Forma
Nídia P. Bassit – Médica
Nina Rosa Jacob – Instituto Nina Rosa
Odete Miranda – Médica cardiologista, docente da Faculdade de Medicina do ABC, primeira do Brasil a eliminar totalmente o uso de animais em suas disciplinas.
Rita de Cássia Maria Garcia – Médica veterinária pós doutoranda na FMVUSP e Assistente Técnica do Ministério Público de São Paulo
Sérgio Greif – Biólogo e co-autor do livro "A Verdadeira Face da Experimentação Animal: A sua saúde em perigo" e autor de "Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação: pela ciência responsável"
Sonia Fonseca – Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal
Tibor Rabóczkay – Professor Colaborador Sênior (Professor Titular) do Instituto de Química da USP
Vânia Maria Tuglio – Promotora de Justiça

Também assinam esse documento o Juiz de Direito Sandro Rollo e o promotor de Justiça Carlos Henrique Camargo, convidados a participar dessa reunião.

Alguns dias após a reunião, o Juiz de Direito Sandro Rollo produziu um parecer jurídico discutindo os seguintes aspectos relacionados ao PL 6602/13: erros gramaticais, o excludente de ilicitude, os efeitos sobre as legislações estaduais e a sua vagueza. O parecer pode ser lido em www.bit.ly/V14GY2. Treze outros pareceres que discutem os equívocos do PL 6602/13 no que tange o objetivo de conferir proteção aos animais podem ser lidos em www.alterapl6602.veddas.org.br que é o site oficial da campanha contra a aprovação do projeto de lei.


Foi protocolada hoje uma carta no gabinete do do Deputado Federal Ricardo Izar Jr. em São Paulo que acompanhou os 12 pareceres, o número de assinaturas na petição até o momento e a relação de ONGs apoiadoras (em construção) e todo o restante do material já produzido para a campanha. Essa entrega foi feita por mera cordialidade uma vez que o projeto de lei 6602/13 está agora no Senado, fora das mãos do Deputado Ricardo Izar Jr., autor do texto original do projeto de lei.

Faça parte dessa ação assinando a petição que está em www.alterapl6602.veddas.org.br

Segue abaixo o texto da carta protocolada juntamente com a entrega da documentação.

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São Paulo, 22 de julho de 2014

Prezado Deputado Federal Ricardo Izar Jr.,

Encaminhamos para conhecimento os materiais reunidos até essa data referentes à campanha contra a aprovação do PL 6602/13, de vossa autoria e aprovado na forma do substitutivo que contou com vossa aceitação na aprovação.

É a nossa convicção que o projeto de lei 6602/2013 traz graves retrocessos à pouca proteção já conferida aos animais no Brasil. Essa campanha é motivada pelo desejo de que o Senado Federal altere-o de forma a impedir que seja concretizado esse retrocesso, que serve somente àqueles que lucram com a utilização de animais em pesquisas.

O material que está sendo entregue nessa data reúne 12 pareceres de especialistas, entre eles biólogos, químicos, filósofos, advogados, promotores de justiça e juízes de direito, todos eles com atuação na causa animalista que já data de até duas décadas.

Incluímos ainda o resultado da petição, que apenas começou a ser divulgada e já reunindo mais de 8 mil assinaturas, além de mais de 100 fotos que foram oferecidas em apoio à nossa campanha contra a aprovação do PL 6602/13 por ativistas no exterior, alguns deles personalidades do mundo artístico, outros especialistas de renome internacional pelo seu trabalho no combate à vivissecção. A fase da campanha que mostra o apoio de ativistas e personalidades no Brasil será iniciada em breve.

Conforme explicado no site da campanha, essa é uma mobilização de diversas frentes do movimento animalista brasileiro, englobando diferentes grupos e pessoas que não necessariamente caminham juntos em outras campanhas, reunindo-se aqui pelo entendimento comum sobre a necessidade de mobilização pela alteração do PL 6602/13 diante do retrocesso que ele representa às conquistas em favor dos animais historicamente obtidas por diferentes frentes do movimento. Incluímos no presente material a lista ainda em construção das ONGs que integram essa campanha.

Esclarecemos que era o nosso desejo termos tido a oportunidade de explanar todos os pontos que compõem essa campanha pessoalmente, antes de lançá-la, na oportunidade da reunião para a qual fomos convidados a participar no final do mês de junho. No entanto, apesar da nossa disposição, a reunião foi abruptamente cancelada para, na sua véspera, ser substituída por um debate para o qual não fomos formalmente convidados nem tampouco víamos propósito já que o que havia motivado o aceite do convite inicial era a oportunidade de esclarecê-lo, para vossa própria informação, sobre os empecilhos criados pelo PL em questão.

Tampouco os especialistas e ativistas que atuam há mais de uma década no tema da vivissecção tiveram a oportunidade de apresentar os pontos falhos do texto substitutivo antes de sua aprovação, ou teríamos esclarecido sobre o retrocesso e danos que ele representa para os animais de modo que teria havido a oportunidade de ser alterado ainda na Câmara dos Deputados antes de ser enviado ao Senado Federal. Desse modo, esperamos que compreenda que essa campanha não tem outro objetivo se não o de defender o interesse dos animais por essa que é a via que nos resta intervir, e nela nos empenharemos até que tenhamos atingido esse objetivo nessa campanha e para além dela, até que os direitos dos animais tenham sido plenamente conquistados.

Caso tenha dúvidas sobre qualquer um dos pontos apresentados no material sendo entregue nesse ato, ou sobre qualquer outro aspecto da campanha no futuro, em especial se isso puder auxiliar no seu esclarecimento sobre os pontos dos quais discordamos, colocamo-nos à disposição.

Atenciosamente,

George Guimarães, Presidente da ONG VEDDAS
veddas@veddas.org.br
www.veddas.org.br

Folheto com esclarecimentos sobre as QUESTÕES E MITOS SOBRE O PROJETO DE LEI 6602/13 QUE REGULAMENTA OS EXPERIMENTOS COM ANIMAIS PARA FINS COSMÉTICOS GERANDO UM ENORME RETROCESSO ÀS CONQUISTAS OBTIDAS NA LEGISLAÇÃO JÁ EM VIGOR. Baixe e leia o pdf aqui.

questoes.pdf
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Depois de ter assinado a petição, ajude a divulgar o seu apoio a essa campanha:
1) Escolha uma das imagens abaixo (ou faça a sua própria) e clique nela para baixar o arquivo no formato A4.
2) Imprima a imagem em uma folha A4 ou abra ela no seu tablet.
3) Tire uma foto segurando o cartaz (ou o tablet) e publique nas redes sociais com o texto abaixo.
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O projeto de lei 6602/2013 regulamenta os testes em animais para fins cosméticos, perpetuando assim a exploração de animais para essa finalidade. Assine a petição para que o Senado rejeite o PL 6602 e aceite a proposta de um novo texto: http://peticao24.com/alterapl6602
Saiba mais em: www.alterapl6602.veddas.org.br
#alterapl6602

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Lembre de colocar a hashtag #alterapl6602 pois assim poderemos reunir as fotos que forma publicadas.






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        Leia uma introdução à problemática relacionada ao PL 6602/13 aprovado na Câmara dos Deputados em junho de 2014.
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        Acesse as abas no topo dessa página para aprofundar o entendimento e participar dessa campanha em favor da preservação da pouca proteção à qual os animais já têm direito.
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ASSINE A PETIÇÃO e expresse o apoio do seu grupo ou organização.



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Prefeito de Porto Alegre protocola projeto de hospital veterinário

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Por Ari Teixeira
RS portoalegre hospital imagem127947Maquete eletrônica apresenta projeto em área de 1.650 metros quadrados (Foto: Divulgação/PMPA)
O prefeito José Fortunati entregou, na tarde dessa terça-feira, 19, à presidente em exercício da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Maria Dolores Pineda, o projeto do hospital veterinário de Porto Alegre, para o atendimento de animais 'de estimação'. 'Diante do grande número de atendimentos que realizamos por meio de parcerias com clinicas veterinárias, percebemos a importância deste projeto que é inédito, pois será o primeiro hospital público do Brasil nesta área', assegurou Fortunati.
O projeto, assinado pelo arquiteto Rodrigo Souza, foi definido após pesquisa em unidades de atendimento veterinário localizadas no país e exterior. Após essa etapa, foram adaptadas as necessidades do espaço, já ocupado pela Secretaria Especial dos Direitos dos Animais (Seda), na Lomba do Pinheiro, no município de Viamão, mas que pertence à Prefeitura de Porto Alegre.
“É neste espaço que atualmente são realizados os procedimentos de baixa e média complexidade e, a partir desta obra, serão realizados procedimentos de alta complexidade, para animais vítimas de maus tratos e atropelamentos”, explicou o prefeito, ao lembrar os serviços a serem oferecidos pela Unidade de Saúde Animal nos setores de quimioterapia, fisioterapia, banco de sangue, farmácia e ambulatório.
A presidente em exercício da Fepam elogiou a iniciativa e garantiu apoio na liberação das licenças prévia e de instalação, que permitirão o início da obra. A expectativa inicial é de que a obra seja iniciada no segundo semestre de 2015. Os custos, em torno de R$, 3,5 milhões, serão bancados por um doador privado.
No terreno de 1.650 metros quadrados estarão concentrados cinco blocos cirúrgicos, quatro consultórios, sala de recuperação para 150 animais e espaço de triagem para 120 animais. A prioridade do atendimento gratuito será para animais de famílias de baixa renda.
RS portoalegre hospital imagem127957Unidade irá priorizar atendimento a animais de famílias de baixa renda (Foto: Ivo Gonçalves/PMPA)
Fonte: Seda

sábado, 30 de agosto de 2014

A DEVASTAÇÃO VIRÓTICA DO PLANETA PELA ESPÉCIE HUMANA

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Somos os responsáveis por grande parte do sofrimento no globo terrestre. Escravizamos,humilhamos e matamos.

Nossa espécie ( humanos), não se difere em nada de um vírus mortal, capaz de matar bilhões de animais semanalmente, entre aves, suínos, equinos, gado, cães, gatos, etc... deformamos toda a estrutura celular do organismo chamado Terra. Gaia, expelirá como um corpo estranho todo o mal, e por sinal esse se chama humanos. 

Jota Caballero

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

FINANCIAMENTO DA CIENCIA COM DINHEIRO PÚBLICO: UMA QUESTÃO SOCIAL


'Tratamos os animais de forma primitiva', diz neuroscientista parceiro de Stephen Hawking

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Por Marcus Vinícius Brasil e Vanessa Daraya
CIENCIA animais-testes-resized1

De passagem pelo Brasil, onde participou do 3º Congresso Brasileiro de Bioética e Bem-Estar Animal, o neuroscientista canadense Philip Low expõe um paradoxo cruel: do ponto de vista científico, sabemos que os cérebros de mamíferos possuem oscilações complexas, como dos humanos. Temos a prova de que eles são conscientes. Apesar disso, tratamos esses animais como objetos – utilizados em testes de laboratório ineficazes que podem, na opinião de Low, ser substituídos por técnicas mais avançadas.
Além dos estudos com animais, uma das abordagens propostas pelo canadense é a de entender melhor o funcionamento do cérebro humano, e tratar doenças antes de os sintomas se manifestarem, quando ainda aparecem apenas como rotinas cerebrais problemáticas.
A empresa que fundou e atua como CEO, a NeuroVigil, tem Elon Musk entre os investidores e oferece essa solução para grandes laboratórios farmacêuticos, e até para Nasa, que planeja monitorar o cérebro de astronautas da Estação Espacial Internacional.
Low foi ainda responsável pelo desenvolvimento da interface cerebral que ajuda o renomado físico Stephen Hawking a se comunicar.
Confira a seguir a entrevista exclusiva que ele concedeu a INFO:
O texto foi editado por motivos de concisão e clareza.
CIENCIA 32800-philip-lowPhilip LowVocê esteve envolvido com pesquisa animal e agora explora o cérebro humano. O que conecta esses campos de pesquisa?
O iBrain. Ele é o menor monitor de ondas cerebrais do mundo. Temos 3 versões. A primeira, de 2009, está sendo utilizada pelas grandes empresas farmacêuticas. Temos a segunda, que foi desenvolvida para o Stephen Hawking. A terceira, ainda em protótipo, pode ser utilizada pela Nasa para monitorar astronautas em tempo real na Estação Espacial Internacional.
Qual o grande avanço desse dispositivo?
É a Matemática. Em minha tese eu desenvolvi um algoritmo capaz de ler e interpretar ondas cerebrais de forma muito sensível. Não é preciso que a pessoa vá até o hospital para que consigamos coletar toneladas de dados. Na eletroencefalografia, se você quiser dados de qualidade, enfrenta o problema de que o escalpo da cabeça suprime muitas frequências cerebrais. Meu algoritmo resolve esse problema trazendo essas frequências de volta ao espectro.
Como o iBrain e seu algoritmo funcionam no estudo da consciência animal?
Quando apliquei essa matemática aos animais, percebi que nós os tratamos de forma primitiva. Eles têm oscilações cerebrais muito avançadas, e eu não sou o único a dizer isso. Sou um viciado em dados. Não uso o julgamento de ninguém para me dizer o que é real ou não. Eu olho para os dados.
Você acha que essa abordagem mais técnica pode mudar a opinião das pessoas sobre o uso de animais em testes de laboratório?
Essa é uma pergunta complicada. Sei que houve a questão do Instituto Royal aqui no ano passado, e acho que é muito importante que se discuta isso. Mas, por outro lado, é importante que as pessoas não se acusem. Os ativistas costumam achar que cientistas são malignos, e os cientistas acham que os ativistas são estúpidos. E isso não é produtivo para ninguém. Nem para os animais nem para os humanos.
Eu vejo a questão da seguinte forma: se os cientistas usam financiamento público, como qualquer companhia, os investidores têm o direito de saber o que está acontecendo, como o dinheiro está sendo usado. Nesse caso, todos os cidadãos são investidores, afinal, o dinheiro é público. Então minha mensagem é: não ataque os cientistas, eles querem ajudar a sociedade. Se você não gosta do que eles fazem, não os pague para fazer isso. É necessário que os políticos respondam ao público e que haja leis que evitem que esse dinheiro seja usado em desacordo com sua opinião.
Também há o aspecto econômico das pesquisas com animais. Se eu chegasse e dissesse: “Olá, tenho uma companhia que mata milhares de animais todo ano, gasto 40 bilhões de dólares nisso, e a chance de testar em humanos é menor que 6%”. Você investiria? Não. Mas é isso o que estamos fazendo como sociedade.
Qual seria a alternativa a isso?
Eu prefiro trabalhar analisando o cérebro humano, buscando sintomas antes de eles se manifestarem, poupando os animais e todo o dinheiro gasto com isso. O cérebro tem muitos mecanismos redundantes. Antes do aparecimento de um sintoma, esses sistemas falharam em algum momento. Quando há um sintoma, o dano já é enorme. Então temos duas opções: recriar esses danos em animais e tentar curá-los. Ou podemos interagir antes com o cérebro, usar baixas dosagens e efeito colateral mínimo para os testes.
No caso da esquizofrenia, por exemplo, podemos usar o sono como um mapa dinâmico. Há uma fase do sono em que os esquizofrênicos apresentam falta de um tipo de atividade cerebral. Nós trabalhamos com a Marinha americana nesse campo. Quando soldados voltam do Iraque e do Afeganistão, olhamos para esses marcadores. Se encontramos essa ausência, a pessoa pode estar em risco. Então eu prefiro começar a estudar a pessoa imediatamente, em vez de esperar que ela tenha um ataque. É uma abordagem mais pró-ativa.
Além de problemas psíquicos, podemos usar essa abordagem contra doenças infecciosas?
Não posso dizer com certezas. Mas o sistema imunológico pode ser mal regulado se você estiver muito estressado, por exemplo. Você passa dias de estresse e pega uma gripe em seguida. Isso acontece porque você suprimiu seu sistema imunológico. Seus padrões mudaram. Claro, pode haver muitas razões para isso. Mas o ponto é dar às pessoas um modelo probabilístico. Se você souber que tem uma chance de 70% de ter um ataque epiléptico nos próximos 15 minutos, pode tomar um remédio e evitá-lo a tempo. É como um sistema de alarme. Seria mais eficiente. Temos que decidir se queremos, como sociedade, aceitar que estamos machucando outras espécies, e esperando até as pessoas estarem quebradas. Ou investir em outra abordagem, que pode começar devagar, mas que depois trará um retorno no investimento.
Você é a favor de que as pessoas acompanhem os resultados de suas análises cerebrais?
Nos Estados Unidos há esse grande movimento do “eu quantificado”, e todos querem seus próprios dados. Mas eu não concordo com isso. O que acontece quando alguém sem o conhecimento necessário vê que possui propensão ao Alzheimer? A pessoa pode querer pular pela janela! É preciso cautela. Quero trabalhar de uma forma que as pessoas tenham os seus dados, mas que a análise seja feita de uma forma mais sofisticada.
Como você conheceu Stephen Hawking?
Estava num congresso em Nova York em 2010. Fui convidado e me encontrar com ele e, para minha surpresa, havia apenas cinco pessoas. Fomos ao museu Metropolitan e então sua filha se aproximou e disse “ei pai, você conheceu o Philip? Ele é o único cara que tem uma tese de pHD mais curta que a sua”. Ele ficou interessado, me fez um monte de perguntas e me convidou para um almoço. Eu lia os livros dele quando adolescente e lá estávamos, só o Stephen e eu, falando sobre as coisas. Foi ótimo.
Como começou o trabalho em sua interface cerebral?
Um ano depois, eu ia dar uma palestra em Londres e vi uma mensagem de Stephen pedindo que eu fosse visitá-lo. Era um dia chuvoso e fui vê-lo. Não sabia o que ele queria. Quando cheguei, estávamos na cozinha e ele tentava dizer algo, por meia-hora, e não saía. Então a família dele me disse: "temos medo que a ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) seja forte ao ponto de nós o perdermos". Foi muito triste. Eles me perguntaram se eu podia ajudá-lo. Falei que não sabia, mas que poderia tentar. Mas para isso haveria três condições: 1) Que o estudo fosse um teste clínico para todos que têm ELA, e não apenas para Stephen. 2) Eu precisaria de comunicação direta – já que caras famosos sempre têm pessoas em volta bloqueando seu acesso. 3) Ele teria que me dar seu feedback direto e fosse conselheiro no projeto.
Começamos os testes imediatamente, pedindo que ele imaginasse o movimento de seus membros para tentar captar os sinais cerebrais. Quando enviei as informações para os Estados Unidos e rodamos meu algoritmo, enxergamos algo. Em maio de 2013, ele soletrou sua primeira palavra – “comunicar”. Depois, “comida”. É uma grande honra trabalhar com esses indivíduos. Não apenas com Hawking, mas a comunidade de ELA. Quando você vê como é difícil para eles, isso faz todos nossos problemas parecerem pequenos.
Fonte: Info Abril

Comentários  

+1 #2 FATIMA ALMEIDA 22-08-2014 11:10
Toda sabedoria humana esta além dos testes nos animais, sabendo que é arcaico e indevido essa prática, os mamiferos( animais) tem os mesmos sentimentos que os humanos, isso deve ser aplicado imediatamente, acabando de vez com esse genocidio intoleravel e desumano com os animais e a natureza

SOMATOFOBIA: O NEOLOGISMO DOS MAUS TRATOS A ANIMAIS

MYRTILLE DEPOIS DE 30 MINUTOS PERDIDA NA ESCADARIA DE SERVIÇO DO CONDOMÍNIO PAULISTANIA EM SANTOS SP

Violência contra os animais domésticos: SOMATOFOBIA

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#1 Fernanda Vasconcelos 26-08-2014 18:42
Sônia, sou protetora de animais e tenho lidado com estes seres doentes, e sempre fui categórica com a questão de registrar os Boletins de ocorrência nas delegacias sempre que houverem maus tratos, pelo que li e já conversei com vários psiquiatras sobre o assunto esta doença não tem cura.
Na minha opinião nem é doença, estes seres são formados diferentes, tem cérebros diferentes, como se fossem de outra espécie, mas para a polícia seria muito bom saber exatamente onde estão pois sempre estarão praticando a dor para qualquer ser vivo.  Abraços.

AUTORA DO CRIME
MORADORA DO AP 56 DO EDIFÍCIO PAULISTANIA EM SANTOS SP
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Por Dr. Phil. Sônia T. Felipe 

Sobre a relação entre violência contra humanos e contra animais, somatofobia, escrevi três artigos há uns cinco anos, publicados na Pensata Animal. São artigos que resultam de uma pesquisa à qual dei início no ano de 1993, portanto, há vinte anos. Hoje é um dos temas dos meus estudos, que, se concluídos a contento, serão transformados em livro sobre a violência contra os animais de qualquer espécie, humana e não-humana.

A somatofobia (do grego soma = corpo, matéria; e phóbos = aversão, hostilidade, horror, medo) é uma patologia moral de fundo estruturante, que leva o sujeito insatisfeito a concluir que qualquer ser vivo à sua volta que não atenda a seus impulsos ególatras merece ser punido fisicamente, chegando essa punição até mesmo ao assassinato. Essa patologia responde pela violência doméstica, a violência que o agente desencadeia sobre os corpos de quem vive em sua intimidade familiar, não fazendo distinção entre os corpos da mulher, das crianças e dos animais detidos no lar para companhia, guarda ou estima.

Esse tema ainda é tratado de forma incipiente em nosso país. Quando a ANDA noticia episódios de maus-tratos aos animais, seja na rua ou nos domicílios, a maior parte dos comentários supura ódio ao agente somatofóbico, sem que alguém jamais tenha se dedicado à literatura que trata da questão há mais de vinte anos nos países de língua inglesa. O assunto é sério. De uma gravidade que aqui sequer se imagina.

No território estadunidense, cientes de que o abuso contra o corpo de qualquer animal é indício de uma patologia grave, o governo inclui todo abusador de animais na lista de psicopatas que precisam ser observados cautelosamente. A polícia passa a monitorar a vida de qualquer humano que tenha maltratado animais, pois sabe que um abusador de animais é um somatofóbico insatisfeito que abusará, maltratará ou mesmo matará qualquer animal, quero dizer, um animal de qualquer espécie, incluindo a humana, assim que seus desejos e impulsos forem contrariados por alguém. A forma de expressão da frustração e do próprio fracasso, nos indivíduos somatofóbicos, é a agressão contra aquilo que eles julgam dever ser punido por contrariar sua vontade: o corpo de alguém indefeso ao seu ataque, de alguém próximo, acessível. Esse corpo quase sempre é o da mulher, da criança, do cão ou do gato, detidos no domicílio do somatofóbico.

Aqui no Brasil ainda acham que abusar de animais é algo inofensivo… cultural… algo de humanos ignorantes. Não é. A maldade não tem objeto determinado, nem se manifesta apenas em pessoas ignorantes. Também pessoas altamente instruídas podem ter a estruturação psicológica e moral somatofóbica. Basta lembrar o caso da enfermeira, mulher de médico, que espancou sua cadela por três dias até que a vida fosse eliminada daquele corpo. Nesse caso, a somatofobia é direcionada contra o corpo de quem contraria a vontade do indivíduo insatisfeito. Geralmente ela se manifesta claramente no âmbito doméstico.

Como, no entender da mente somatofóbica, o corpo dos outros tem que atender aos desejos e interesses do eterno insatisfeito, e, convenhamos, isso é algo que não acontece 24 horas por dia durante todos os dias do ano ou todos os anos da vida desse indivíduo, ele faz o que pode para destruir esse corpo que não lhe obedece, que não se submete ao seu poder ególatra.

Não interessa ao somatofóbico se o corpo que resiste ao seu impulso e não atende seus comandos é o de um gato, um cão, uma criança, a companheira, a avó… Somatofobia é doença grave. Chamamos no senso comum de maldade. É doença moral grave. Precisa de tratamento para refazer os circuitos do raciocínio que, quando saudável, permite ao sujeito compreender que os demais seres vivos ao seu redor não estão aí para atender a qualquer impulso seu, a qualquer ordem sua, a qualquer comando seu, ou para satisfazer qualquer carência sua.

Cada ser vivo está aqui neste planeta para viver sua vida. Nesse viver pode ser que seja possível construir vínculos de amor que resultem em troca, enriquecendo ambos os lados. Mas o amor não pode ser brandido com armas na mão. As armas são dilacerantes. Elas desfazem os fios que ligam os seres amados aos seus amantes. Isso vale para humanos em sua interação com os não-humanos.
A somatofobia é uma doença na qual o sujeito revela que os demais que o rodeiam nada mais são do que objetos que ele posiciona na cena para lá e para cá, a seu bel prazer, para atender apenas aos seus impulsos fóbicos. E esses, geralmente, na mente somatofóbica, são impulsos destinados a agregar mais força ao sujeito, que se nutre de suas vítimas até exaurir nelas a chama da vida. Mulheres vítimas da somatofobia e seus animais de companhia e estima sabem perfeitamente do que estamos tratando aqui. O que não ensinamos ainda, a todos, é como livrar-se das garras da mente somatofóbica, pois o próprio somatofóbico também não aprendeu como livrar-se de seus impulsos somatofóbicos. Ninguém lhe ensina isso na família somatofóbica, na escola somatofóbica, na sociedade somatofóbica.

Fonte: ANDA


perfil soniaSônia T. Felipe |
Sônia T. Felipe, doutora em Teoria Política e Filosofia Moral pela Universidade de Konstanz, Alemanha (1991), fundadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Violência (UFSC, 1993); voluntária do Centro de Direitos Humanos da Grande Florianópolis (1998-2001); pós-doutorado em Bioética - Ética Animal - Univ. de Lisboa (2001-2002). Autora dos livros, Por uma questão de princípios: alcance e limites da ética de Peter Singer em defesa dos animais (Boiteux, 2003); Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas (Edufsc, 2006); Galactolatria: mau deleite (Ecoânima, 2012); Passaporte para o Mundo dos Leites Veganos (Ecoânima, 2012); Colaboradora nas coletâneas, Direito à reprodução e à sexualidade: uma questão de ética e justiça (Lumen & Juris, 2010); Visão abolicionista: Ética e Direitos Animais (ANDA, 2010); A dignidade da vida e os direitos fundamentais para além dos humanos (Fórum, 2008); Instrumento animal (Canal 6, 2008); O utilitarismo em foco (Edufsc, 2008); Éticas e políticas ambientais (Lisboa, 2004); Tendências da ética contemporânea (Vozes, 2000).
Cofundadora da Sociedade Vegana (no Brasil); colunista da ANDA (Questão de Ética) www.anda.jor.br; publica no Olhar Animal (www.pensataanimal.net); Editou os volumes temáticos da Revista ETHIC@,www.cfh.ufsc.br/ethic@ (Special Issues) dedicados à ética animal, à ética ambiental, às éticas biocêntricas e à comunidade moral. Coordena o projeto: Ecoanimalismo feminista, contribuições para a superação da discriminação e violência (UFSC, 2008-2014). Foi professora, pesquisadora e orientadora do Programa Interdisciplinar de Doutorado em Ciências Humanas e do Curso de Pós-graduação em Filosofia (UFSC, 1979-2008). É terapeuta Ayurvédica, direcionando seus estudos para a dieta vegana.
Link para C. Lattes:  http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4781199P4
Olhar Animal - www.olharanimal.net

terça-feira, 19 de agosto de 2014

LAIR OZONOTERAPIA - negligenciada porque CURA . COMPARTILHEM.

DESQUALIFICADOS PELA CAUSA ANIMAL

COMPARTILHE URGENTE - LISTA NEGRA - REPASSEM AOS AMIGOS E FAMILIARES!

EMPERRAM A CPI DOS ANIMAIS!
https://www.youtube.com/watch?v=577BFc6JWeU&list=UUee2chQXhlyRcKctO27B-XA

eles NÃO merecem seu voto as eleições estão ai: 

-Bispo Marcelo Crivella (PRB/ RJ)-Contra aumento de penas pra maus tratos e autor da lei que quer transformar manifestante em terrorista.
-Roberto Freire(PPS / PE) - “Detesto cachorros. Se pudesse exterminaria todos." 
 -Teresa e Gerson Berguer PSDB/RJ - votam contra aumentos de pena pra maltrato,Retiram animais dos mendigos e chama a carrocinha (detalhe: nunca fizeram nada para ajudar os mendigos)
 -Marcelo Itagiba- PSDB/RJ - Agressor de animais.
-Gilberto Palmares (PT/RJ) - projeto de lei 8555/98 que proíbe a criação e - de pit-bulls. Todos os pit-bulls seriam levados para acautelamento e lá permaneceriam até o fim da vida.
-Fernando Gabeira (PV / RJ) - Relator da Lei Arouca e deu parecer favorável ao uso de animais.
-Aspásia Camargo (PV) - Relatora da Comissão de Meio Ambiente em 2008 na Câmara Municipal da cidade do Rio de Janeiro, deu parecer contrário ao PL do então Vereador Cláudio Cavalcanti que proibia a vivissecção.
 -Marcelo Pamplona (PT/ PA) - Prefeito de Santa Cruz do Arari E exterminador de animais.
-Jorge Roberto Silveira (PDT/ RJ) - em seu mandato como Prefeito de Niterói exterminou mais de 5 mil animais, muitos inclusive jogados agonizando no lixão conhecido hoje como o Morro do Bumba.
-Leila do Flamengo (PMDB / RJ) - grande perseguidora da colônia de gatos do aterro do Flamengo e autora da lei que proibia a presença de cães de grande porte nas ruas.
-Otávio Leite (PSDB / RJ) - Defensor de passarinheiros, defensor de ZOO's e de testes em animais e co-autor da lei acima.
-Pedro Taques (PDT / MT) - Tentou reduzir a penalização dos crimes contra os animais.
-Cristiane Brasil (PTB / RJ) - foi contra o projeto que proibia a vivissecção no Rio.
-Nailton Heringer (PDT / MG) – Prefeito de Manhuaçu/MG, exterminador de animais no Canil da cidade.
-Victor Lippi (PSDB) - Ex-Prefeito de Sorocaba sob investigação da morte de 30 animais no CCZ da cidade.

-.JOSÉ PENNA DO (PV) A FAVOR DA MATANÇA DOS JUMENTOS DE RN

-Leonel Brizola Neto (PDT / RJ) - A favor das charretes de Paquetá, por considerá-las uma "tradição" da cidade.
-Laura Carneiro (PTB / RJ) - Apoia as carroças e charretes de Paquetá.
 - Feliciano Filho (PEN)
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/08/capa/campinas_e_rmc/90556-animais-mortos-sao-encontrados-em-sede-de-ong.html

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EMPERRAM A CPI DOS ANIMAIS!

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Eles NÃO merecem seu voto as eleições estão ai:

-Bispo Marcelo Crivella (PRB/ RJ)-Contra aumento de penas pra maus tratos e autor da lei que quer transformar manifestante em terrorista.

-Roberto Freire(PPS / PE) - “Detesto cachorros. Se pudesse exterminaria todos."

-Teresa e Gerson Berguer PSDB/RJ - votam contra aumentos de pena pra maltrato,Retiram animais dos mendigos e chama a carrocinha (detalhe: nunca fizeram nada para ajudar os mendigos)

-Marcelo Itagiba- PSDB/RJ - Agressor de animais.

-Gilberto Palmares (PT/RJ) - projeto de lei 8555/98 que proíbe a criação e - de pit-bulls. Todos os pit-bulls seriam levados para acautelamento e lá permaneceriam até o fim da vida.

-Fernando Gabeira (PV / RJ) - Relator da Lei Arouca e deu parecer favorável ao uso de animais.

-Aspásia Camargo (PV) - Relatora da Comissão de Meio Ambiente em 2008 na Câmara Municipal da cidade do Rio de Janeiro, deu parecer contrário ao PL do então Vereador Cláudio Cavalcanti que proibia a vivissecção.

-Marcelo Pamplona (PT/ PA) - Prefeito de Santa Cruz do Arari E exterminador de animais.

-Jorge Roberto Silveira (PDT/ RJ) - em seu mandato como Prefeito de Niterói exterminou mais de 5 mil animais, muitos inclusive jogados agonizando no lixão conhecido hoje como o Morro do Bumba.

-Leila do Flamengo (PMDB / RJ) - grande perseguidora da colônia de gatos do aterro do Flamengo e autora da lei que proibia a presença de cães de grande porte nas ruas.

-Otávio Leite (PSDB / RJ) - Defensor de passarinheiros, defensor de ZOO's e de testes em animais e co-autor da lei acima.

-Pedro Taques (PDT / MT) - Tentou reduzir a penalização dos crimes contra os animais.

-Cristiane Brasil (PTB / RJ) - foi contra o projeto que proibia a vivissecção no Rio.

-Nailton Heringer (PDT / MG) – Prefeito de Manhuaçu/MG, exterminador de animais no Canil da cidade.

-Victor Lippi (PSDB) - Ex-Prefeito de Sorocaba sob investigação da morte de 30 animais no CCZ da cidade.

-.JOSÉ PENNA DO (PV) A FAVOR DA MATANÇA DOS JUMENTOS DE RN

-Leonel Brizola Neto (PDT / RJ) - A favor das charretes de Paquetá, por considerá-las uma "tradição" da cidade.

-Laura Carneiro (PTB / RJ) - Apoia as carroças e charretes de Paquetá.

- Feliciano Filho (PEN)
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/08/capa/campinas_e_rmc/90556-animais-mortos-sao-encontrados-em-sede-de-ong.html

CONFIÁVEL?


CAMPINAS, 19 DE AGOSTO DE 2014

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CAMPINAS

Animais mortos são encontrados em sede de ONG

UPA, fundada pelo deputado estadual Feliciano Filho (PEN), é acusada de maus-tratos

14/08/2013 - 11h19 | Cecília Polycarpo Cebalho
cecilia.cebalho@rac.com.br

Foto: Dorinaldo Oliveira/ Correio Popular
Polícia encontrou cinco filhotes mortos dentro de freezer acondicionados junto com carne moída
Polícia encontrou cinco filhotes mortos dentro de freezer acondicionados junto com carne moída
O Setor de Proteção aos Animais e Meio Ambiente da Polícia Civil de Campinas (Sepama) encontrou cerca de 40 cães em condições de maus-tratos em um sítio usado como canil da organização não-governametal (ONG) União Protetora dos Animais (UPA), no Jardim Califórnia, na manhã desta quarta-feira (14). Pelo menos dez animais estavam em situação gravíssima, de acordo com a veterinária que acompanhou a ação. Além de fezes e sujeira, cinco filhotes mortos estavam acondicionados em uma geladeira desligada, ao lado de uma sacola com carne moída. Os policiais fiscalizaram o local depois de obterem um mandado judicial. A investigação, que começou depois de denúncias anônimas, corre há pelo menos dois meses. A ONG, fundada pelo atual deputado estadual Feliciano Filho (PEN), utiliza o sítio há pelo menos quatro anos. O local é usado como abrigo para animais enfermos recolhidos na cidade.

A delegada do Sepama, Rosana Mortari, disse que o sítio é inadequado para servir de abrigo pois não apresenta estrutura contra frio e umidade.

“Se chover muito forte, com certeza vai molhar os animais. O isolamento de chão está bem precário mesmo. Nas denúncias, foi dito que filhotes morriam de frio”. Ainda segundo Rosana, a ração está armazenada em local inapropriado. “O tambor da ração é muito grande, pode ter comida velha no fundo”. A delegada afirmou também que a poucos metros do sítio existe uma nascente de água, onde são lançados os dejetos dos animais. “Já foi constatado um crime ambiental. A urina e as fezes contaminam a água. Eles construíram uma calha que desemboca na nascente”.

Os animais encontrados mortos seriam vítimas de parvovirose canina. Segundo a veterinária Renata Croce, que acompanhou a ação, a doença é altamente contagiosa. “Os exames laboratoriais para saber se os animais morreram mesmo de parvovirose ficam prontos amanhã. Esses filhotes nunca poderiam ficar em uma geladeira desligada. Eles poderiam sim ficar, por pouco tempo, em um freezer ligado, antes de serem enterrados ou incinerados”. De acordo com o cuidador do canil, Luís Eduardo Silva, os animais estavam la há dois dias.

Cães graves

Ainda segundo Renata, o canil tem cães com ferimentos graves, como perfuração de olho e saco escrotal aberto. Não foram encontrados prontuários com a situação da saúde dos animais, tampouco medicamentos adequados. A veterinária disse que o local tinha remédios, soro fisiológicos e ampolas de injeção com data de validade vencida.

Deputado Estadual Feliciano acompanhou os policiais e disse se tratar de um "ato político" a denúncia e que o local é provisórioO local não foi lacrado por não ser da competência da polícia civil, mas a Vigilância Sanitária foi acionada. No entanto, o órgão não compareceu hoje ao local. Feliciano acompanhou os policiais e disse que a investigação é uma “ação política". “Essa denúncia tem 100% cunho político, e eu vou provar”. Ainda segundo o deputado, o local é provisório, apesar de os animais estrem lá há quatro anos. O parlamentar disse ainda que os animais são bem tratados e que veterinários vão todos os dias ao local.

Outro lado
Em entrevista à Rádio CBN, o deputado Feliciano disse na tarde desta quarta-feira (14) que não é presidente da UPA, mas fundador. Afirmou, ainda, que ficou preocupado quando soube da notícia e que correu para o local para averiguar o que estava acontecendo.

Disse que havia três cães em fase terminal e que eles morreram, apesar de todo o cuidado dispensado, referindo-se aos animais achados em geladeira.

“Não é verdade que (os animais) estão em situação de maus-tratos”, pontuou, apesar das imagens colhidas e divulgadas hoje por diversos órgãos da imprensa.

Segundo Feliciano, “essa denúncia tem motivação política e qualquer pessoa está convidada a visitar o canil”. Em relação a este último aspecto, o Correio.com recebeu um comentário falando sobre o assunto.

O internauta, identificado como 'pensador', postou às 12h02: “Muito engraçado. Sou contribuinte da UPA há bastante tempo e nunca deixaram a gente saber onde ficavam os animais abrigados”.

Para o deputado houve sensacionalismo e abuso por parte da polícia, que estourou um cadeado. A fiscalização, entretanto, foi feita com mandado judicial.

No final da entrevista, Feliciano disse que “a polícia deveria ter informado de que iria fiscalizar (a ONG)”.



Sítio é inadequado para servir de abrigo pois não apresenta estrutura contra frio e umidade


Sítio é inadequado para servir de abrigo pois não apresenta estrutura contra frio e umidade

Polícia Militar Ambiental encontrou cerca de 50 animais em situação de maus tratos

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

ASSIM TRATAM PATOS PARA O PATÉ DE FOIE GRAS

About Foie Gras

Foie Gras - An Appetitie for Cruelty! PSADucks and geese are force-fed cornmeal to make their livers grow up to ten times their natural size in order to produce foie gras. This force feeding is known as gavage. Force feeding causes a number of injuries: bruising or perforation of the esophagus; hemorrhaging and inflammation of the neck resulting from the repeated insertion of the pipe to the throat; and asphyxia caused by food improperly forced into the trachea. Wounds of the esophagus may subsequently become infected. Force feeding also results in numerous illnesses and disease, including hepatic lipidosis, bacterial and fungal infections, malnourishment, and lameness. For these reasons, mortality rates for force-feed ducks are 10 to 20 times higher than those for non-force fed ducks. Behavioral evidence shows that ducks and geese experience fear, as well as acute and chronic stress from the multiple daily force feedings and the pain associated with them.
Hundreds of restaurants around the world have stopped serving foie gras because of its inherent cruelty. Nationwide retailers such as Whole Foods, Costco.com and Aramark have also banned the sale of foie gras. Internationally, the foie gras ban has expanded fast as general animal welfare laws have been interpreted to prohibit the practice. Countries that banned force feeding of ducks and geese include Argentina, Austria, Czech Republic, Denmark, Finland, Germany, Italy, Norway, Luxembourg, Norway, Poland, Turkey, Holland, Israel, Switzerland and the UK.

Foie Gras bans in different countries

United States
September, 2004: California Governor Arnold Schwarzenegger signs into law a ban on the sale and production of foie gras commencing in 2012. “This bill provides seven and a half years for agricultural husbandry practices to evolve and perfect a humane way for a duck to consume grain to increase the size of its liver through natural processes,” he said in his signing statement. “If agricultural producers are successful in this endeavor, the ban on foie gras sales and production in California will not occur.”
April, 2006: After a campaign by animal rights groups, the city of Chicago bans the sale of foie gras by a vote of 48 to 1, making it the first city in the U.S. to do so. The measure, enforced only through citizen complaints, fines restaurants $250, then $500 per offence after an initial warning. Upset with being told what they could and could not serve, in acts of civil disobedience a day after the ban, chefs who didn't typically have foie gras on their menus served it in various forms.
May, 2008: Mayor Richard M. Daley, who called Chicago's ban the "silliest" ordinance the city had ever passed, puts forward a bill to repeal it. The City Council votes to overturn Chicago's foie gras ban by a vote of 37-6.
May, 2012: Brandishing a less common strategy in the fight to ban foie gras, leading animal rights groups file a lawsuit against the USDA claiming that foie gras is inherently the product of diseased birds, due to their oversized livers, and therefore is illegal under existing USDA regulations.
July, 2012: California's foie gras ban takes effect. Violators risk fines of up to $1,000. The sole producer of foie gras in California, Sonoma-Artisan, ceased operations on July 1st.
Israel
August, 2003: Israel prohibits the production of foie gras, commencing from 2005. Unlike other countries, where the bans were decided legislatively, anti-foie activists ultimately earned a ruling from Israel's Supreme Court which concluded that force-feeding violated animal cruelty laws. In 2003, Israel had the third largest foie gras industry in the world (after France and Hungary).
Argentina
August, 2003: Argentina bans foie gras production, saying "force feeding must be considered mistreatment or an act of cruelty to animals, in this case to geese or ducks."
Italy
March, 2001: Italy issues a legislative decree to ban foie gras production in 2004, calling force feeding "torture" and "barbaric."
United Kingdom
August, 2000: The UK effectively bans foie gras production under an interpretation of its farmed animal welfare regulations.
December, 2011: While the UK has banned the production of foie gras, foi gras can still be served in restaurants. Most supermarkets, however, prohibit the sale. Celebrity butcher Jack O'Shea was escorted out of Selfridges supermarket for illegally selling foie gras to customers who knew his secret password. Two months later he was fired from his post.
Europe Union
December, 1998: The EU's Scientific Committee on Animal Health and Animal Welfare publishes an influential, 89-page report on foie gras production that helps form the EU's policy.
June, 1999: The EU prohibits foie gras production in member states (effective from 2004, except where it is already "in current practice"), and calls for research into alternative techniques for its production that do not require force-feeding.
Poland
August, 1997: Poland bans force-feeding “for the purposes of the fatty degeneration of livers."
Czech Republic
1993: The Czech Republic bans force-feeding, "particularly poultry in intensive farming."
Denmark
June, 1991: Denmark bans force-feeding.
Norway
December, 1974: Norway bans force-feeding.
Germany
July, 1972: Germany bans force-feeding.
Luxemburg
1965: Luxemburg bans animal force-feeding, unless an animal’s health specifically requires it.
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