sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

todos juntos no computador

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PARABENS, VALENTE ALEXANDRE!

Alexandre G. Valente - FaceBook

BRASIL ANIMAL EM NÚMEROS

POPULAÇÃO DE CÃES 30 MILHÕES / 
GATOS 15 MILHÕES / 
VAGANDO PELAS RUAS 15 MILHÕES. 
TEMOS 55 MILHÕES DE DOMICÍLIOS NO BRASIL 
E 30 MILHÕES DELES ABRIGAM OU ABRIGARAM 1 ANIMAL DE ESTIMAÇÃO (55%) QUEM SE PREOCUPA COM O BEM ESTAR DOS ANIMAIS É MAIORIA NESTE PAÍS - 

O movimento de PROTEÇÃO, DEFESA E ATIVISMO ANIMAL é espontâneo, 
unido pelo amor aos indefesos, 
utiliza recursos próprios, 
não possui um único líder, 
tem bases nobres, 
não aceita impostores, 
não esquece traidores, 
não se dobra a poderosos, 
não desiste, 
não para de crescer, 
não possui bandeira, 
não discrimina cor nem raça nem nacionalidade, 
não é corruptível, 
não para de crescer, 
é sensível ao sofrimento humano, 
defende o bioma, 
defende a liberdade das criaturas e 
o direito a vida, 
defende os avanços científicos e 
é apoiado por DEUS CRIADOR DO CÉUS E DA TERRA. 

QUEM QUISER ENFRENTAR UM MOVIMENTO SOCIAL DESSES SUCUMBIRÁ

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

JOSE BATISTA SOBRINHO, FRIBOI, TONY RAMOS E ROBERTO CARLOS, O SUCUMBIDO

http://l.yimg.com/bt/api/res/1.2/yr2C8frikfdSwarVGr0kyQ--/YXBwaWQ9eW5ld3M7cT04NQ--/http://media.zenfs.com/pt-BR/blogs/alpino/23-02-2014.jpg

 

 

Brasileira JBS-Friboi, maior matadouro de animais do mundo, é condenada novamente por trabalho escravo


Ele teve a ideia de matar animais para vender e foi além

Fundada em 1953 por José Batista Sobrinho (JBS), a  JBS-Friboi foi a primeira empresa a se estabelecer como frigorífico no Brasil. No ano de sua fundação, era apenas um açougue e uma unidade de abate com capacidade de 5 bois mortos por dia, na cidade de Anápolis-GO. Hoje, é a empresa que mais mata animais no mundo, presente nos 5 continentes. Além dos matadouros, a JBS tem algumas divisões e está presente em outros mercados ligados ao seu, como no caso da “JBS Envoltórios”, que “realiza a seleção e calibração de tripas resultantes do abate de bovinos para atender o mercado de invólucros de embutidos, como mortadelas, salames, lingüiças, salsichas, entre outros”, como se orgulha em seu site.

A empresa também está envolvida na exploração e morte de milhões de vacas leiteiras ao ano, já que também comercializa produtos derivados de leite como cream cheese e requeijão, que são exportados para Europa e para alguns países da África. Nos últimos anos, a JBS se envolveu também com abate de frangos, porcos e desenvolvimento de tecnologia de confinamento de bovinos, entre outras coisas.

A tecnologia de confinamento fará, em breve, com que a pecuária bovina brasileira seja semelhante à criação suína, ou seja, os animais serão criados imóveis ou em espaços significativamente reduzidos para possibilitar o aumento da produção, à medida que a demanda por carne e derivados sobe nas mesas dos países emergentes.

Não bastassem os rios de sangue que a empresa fundada por José Batista provoca, ela ainda é uma das campeãs brasileiras no quesito trabalho escravo. Desta vez, a unidade de Vilhena (RO) foi condenada a pagar R$ 3 milhões em indenizações aos seus colaboradores. O Ministério Público do Trabalho (MPT) já havia condenado a unidade de Barra do Garças (MT) a pagar R$ 1 milhão por sonegar direitos básicos aos seus funcionários, em setembro deste ano.

Triste é saber que o governo brasileiro acha a pecuária um grande negócio, apoiando com um Ministério quase exclusivamente dedicado a ela, investindo bilhões de reais através do BNDES e não levando em consideração os prejuízos ambientais, éticos e também na área da saúde, através dos milhares de funcionários deste setor que chegam ao SUS e ao INSS.

De milhão em milhão, a JBS, bem como os outros matadouros do Brasil, somam multas que praticamente não ferem seu capital e seguem em seu negócio bilionário e cruel. Por ano, a JBS-Friboi fatura mais de R$ 51 bilhões matando animais, desrespeitando trabalhadores e destruindo áreas de floresta para fazer pasto.

Não apoie empresas como a JBS-Friboi, seja vegana(o). Saiba como começar em

www.sejavegano.com.br.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

ESSE E' O NOSSO MODELO

Seguir · 17 de fevereiro
 

"É absurdo pensar que uma sociedade que oprime animais será
capaz de se tornar numa sociedade que não oprime pessoas.
Reconhecer a opressão animal torna-se pré-requisito para uma
mudança social radical."
-Brian A. Dominik


A hipocrisia: comensais discursando pela paz, pela não-violência, pelo respeito, pela liberdade e justiça para com os vulneráveis.
 
Foto

APETITE ou VORACIDADE?

Frank Alarcón compartilhou a foto de Luis Padilha.
sex 21 fev 22:59:59  há 22 horas
Abra seus olhos.
70.000.000.000
"Todos os anos no mundo são mortos cerca de 70.000.000.000 (70 bilhões) 
de animais para consumo humano.
No Brasil há mais bois do que pessoas: 205 milhões.
Frangos? São abatidos 4.000.000.000 (4 bilhões) por ano.
Porcos 40 milhões!
Consegue imaginar quanta comida, quanta água, quanto espaço esses animais necessitam?
E a poluição que eles produzem?"
 


Foto: 70.000.000.000  
"Todos os anos no mundo são mortos cerca de 70.000.000.000 
(70 bilhões) de animais para consumo humano. 
No Brasil há mais bois do que pessoas: 205 milhões. 
Frangos? São abatidos 4.000.000.000 (4 bilhões) por ano. 
Porcos 40 milhões! 
Consegue imaginar quanta comida, quanta água, quanto espaço esses animais necessitam? 
E a poluição que eles produzem?"




  • Uda Cspa E ainda à que duvide que o inferno é na terra, enquanto a mente de muitos não se abrir a chacina continuará por este mundo fora, restando apenas a bondade daqueles que conseguem ver para lá do seu estômago e da ganância, só tenho pena de ver os meus irmãos terrenos serem mortos por motivos evitáveis.
  • Nelson Bueno Quem é o mais cruel na sua opinião??? Este cidadão da foto que esta prestes a desossar uma animal que a poucos minutos tinha uma vida e nasceu para ser livre ou você que o incentiva no seu sanguinário trabalho e enriquece a indústria da "Carne" (queria dizer Morte) quando tempera e come tranquilamente um pedaço de picanha com sua linda família...??
  • Pedro Costa Como parar isso?

100 HECTARES DE GRAOS ALIMENTAM 1100 PESSOAS. ESSA PRODUÇAO PARA RAÇAO BOVINA ALIMENTA 8 PESSOAS COM CARNE

É ambientalista, mas come carne? 

http://vista-se.com.br/redesocial/e-ambientalista-mas-come-carne/

Publicado em 25 de outubro de 2012 em Meio Ambiente, Notícias, ▼ Importante



Um conjunto de fatos sobre o desmatamento e o consumo de carne 
e outros produtos de origem animal

Por Thiago Fonseca |

Comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas. Neste texto, abordaremos as implicações ambientais da decisão de comer carne.

Se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43.000 litros de água. Já um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.

Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos produzidos no mundo vira comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos – graças ao clima, é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado que está lá. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano, haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.

E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. “Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não para de se expandir”, diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global.

As pessoas deveriam considerar comer menos carne como uma forma de combater o aquecimento global, segundo o principal cientista climático da Organização das Nações Unidas (ONU). Números da ONU sugerem que a produção de carne lança mais gases do efeito estufa na atmosfera do que o setor do transporte.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentos (FAO) estima que as emissões diretas da produção de carne correspondem a 18% do total mundial de emissões de gases do efeito estufa. Esse número inclui gases do efeito estufa liberados em todas as etapas do ciclo de produção da carne – abertura de pastos em florestas, fabricação e transporte de fertilizantes, queima de combustíveis fósseis em veículos de fazendas e emissões físicas de gado e rebanho. O transporte, em contraste, responde por apenas 13% da pegada de gases da humanidade, segundo o IPCC.

Pesquisas mostram que as pessoas estão ansiosas sobre suas pegadas de carbono e reduzindo as jornadas de carro, por exemplo, mas elas talvez não percebam que mudar o que está em seu prato pode ter um efeito ainda maior.

Parar de comer carne sempre foi a bandeira dos vegetarianos. Suas razões eram principalmente a saúde humana e os direitos dos animais. Hoje, o foco mudou. “Agora o meio ambiente pesa na decisão de não comer carne”, diz o biólogo Sérgio Greif, da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Um dos mais expoentes adeptos da campanha por menos carne e mais florestas é o biólogo americano Edward Wilson, da Universidade Harvard. Segundo ele, só será possível alimentar a população mundial no fim do século se todos forem vegetarianos. “O raciocínio é matemático”, diz Greif.

A produção de grãos de uma fazenda com 100 hectares pode alimentar 1.100 pessoas comendo soja, ou 2.500 com milho. Se a produção dessa área for usada para ração bovina ou pasto, a carne produzida alimentaria o equivalente a oito pessoas. A criação de frangos e porcos também afeta as florestas. Para alimentá-los, é necessário derrubar árvores para plantar soja e produzir ração. Mas, na relação custo-benefício entre espaço, recursos naturais e ganho calórico, o boi é o pior.

O gado tem sido considerado o grande vilão da Amazônia. Hoje, o Brasil mantém 195 milhões de bovinos. Há mais bois que pessoas. Cerca de 35% desse rebanho está na Amazônia. Para alimentar o gado, os pecuaristas desmataram uma área de 550 quilômetros quadrados, o equivalente ao estado de Minas Gerais. Criados livres no campo, sem ração, os bois precisam todo ano de novas áreas derrubadas para a formação de pasto.

A pecuária na região está ligada à ocupação irregular de terras públicas. As terras da região pertencem ao Estado e em sua maioria foram tomadas na forma de posse. “Sem ter de pagar pela terra, fica mais barato produzir lá que no Sul e no Sudeste”, diz Paulo Barreto, do Imazon. Para comprovar a posse da área tomada, o fazendeiro precisa mostrar que a terra é produtiva. “Para isso também servem os bois”, afirma Barreto.

Resultado de cinco meses de trabalho, os números de um estudo coordenado por Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, mostram que, em 2005, a emissão de gases-estufa (GEE) da pecuária representou 48% do total brasileiro. A atividade emitiu 1,055 bilhão de toneladas de GEE sobre 2,203 bilhões do total nacional, número do tão esperado inventário brasileiro de emissões, divulgado só recentemente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

“A diferença desse estudo em relação às abordagens estatísticas tradicionais é que elas dividem as emissões por categorias, e nossa abordagem é pela cadeia de um produto específico”, explicou Smeraldi. “Então ela é transversal, porque envolve uso da terra e fermentação entérica (basicamente, arroto de boi e vaca), por exemplo, processos que estão separados no inventário.”

Um quilo de carne industrializada significa 300 quilos de gás-estufa emitido, e esses 300 kg custam R$ 10 no mercado de carbono. Assim, é a primeira vez que a chamada “pegada de carbono” de um produto específico, no caso a carne bovina, é calculado. Pegada de carbono é a quantidade de gás-estufa liberada direta ou indiretamente por uma certa atividade. “O interessante desses dados é que eles podem começar a traduzir toda a situação para o consumidor, a dona de casa, o investidor”, comentou Smeraldi.

“Essa é a diferença de ter números sobre categorias e números sobre produtos: 1 quilo de carne industrializada significa 300 quilos de gás-estufa emitido, e esses 300 kg custam R$ 10 no mercado de carbono. É mais do que o custo da própria carne por quilo no atacado (o kg do dianteiro custa R$ 3,60; do traseiro, R$ 5,90)”, disse o especialista.

“Como investidor eu posso raciocinar que, se a carne tivesse que pagar o CO2 que emite, ficaria inviável. Por outro lado, se seguir boas práticas, posso reduzir uma barbaridade essa emissão e vender o CO2 poupado no mercado de emissões por um preço superior ao da carne. Frigorífico pode fazer mais dinheiro vendendo redução de carbono do que vendendo a própria carne.”

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca maciça está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera – o que precisa fazer com que mudemos de hábitos. Alimentar a humanidade – nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU – exigirá uma adaptação de nosso comportamento.

Mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é “rentável” do ponto de vista alimentar: são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina. Dessa maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado – 56% nos países ricos – segundo o World Ressources Institute.

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substituí-lo pelo peixe? Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD). O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies. No atual ritmo, a totalidade das “espécies comerciais” haverá desaparecido em 2050.

A agricultura, particularmente produtos de carne e laticínios, é responsável pelo consumo de cerca de 70% da água doce do mundo, 38% do uso de terra e 19% das emissões de gases estufa. Espera-se que os impactos da agricultura cresçam substancialmente devido ao crescimento da população e o crescimento do consumo de produtos animais. Ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil produzir alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial de impactos somente seria possível com uma mudança de dieta, eliminando produtos animais.

Um painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o maior crescimento econômico. O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos animais causam mais dano que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. Biomassa e plantações para animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis.”

A diminuição do consumo de carne e leite em todo o mundo levaria, até 2055, a uma redução de 80% das emissões de gases que agravam o efeito estufa no setor agropecuário. A conclusão é de um estudo divulgado pelo Instituto de Estudos das Mudanças Climáticas de Potsdam, na Alemanha.

O coordenador do estudo, Alexander Popp, afirma que “a carne e o leite podem realmente fazer a diferença”. A explicação, segundo ele, é que uma redução no consumo desses itens levaria a uma queda nas emissões de dois dos gases que mais agravam o aquecimento: o metano e o óxido de nitrogênio. Esses gases são lançados na atmosfera durante a fertilização dos campos agrícolas e na produção de ração para alimentar vacas, ovelhas e cabras, entre outros animais.

Dito isso, fica a pergunta: o que você quer fazer com o planeta? Cuidar dele ou devorá-lo?

REFERÊNCIAS
http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_120220.shtml http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/09/07/ult4909u5467.jhtm http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG77074-6010,00.html http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamazonia/blog/2009/12/10/metade-das-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-do-brasil-vem-da-pecuaria/ http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4281337-EI294,00-Terra+e+incapaz+de+acompanhar+ritmo+atual+de+consumo+de+carnes+e+pescado.html http://www.guardian.co.uk/environment/2010/jun/02/un-report-meat-free-diet http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,emissoes-estao-ligadas-a-consumo-de-carne-e-leite,573630,0.htm http://www.greenpeace.org/brasil/Global/brasil/report/2011/11-08-26_An%C3%A1lise%20do%20aumento%20do%20desmatamento%20no%20MT.pdf

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

NA CONTRA MAO DA HISTORIA DA EVOLUÇAO HUMANA

 Dinheiro público será gasto em ações de marketing para incentivar o consumo de carne e de leite e até em sêmen de boi

Publicado em 17 de fevereiro de 2014 em Destaque, Notícia
 


http://vista-se.com.br/redesocial/dinheiro-publico-sera-gasto-em-acoes-de-marketing-para-incentivar-o-consumo-de-carne-e-de-leite-e-ate-com-semen-de-boi/

1

Não importa se você concorda com isso ou não, o governo brasileiro vai usar dinheiro público para incentivar ainda mais a produção de carne e de leite no país.

Lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) nesta segunda-feira (17) na cidade de Juiz de Fora (MG), o programa “Mais Pecuária” é dividido em “Mais Carne” e “Mais Leite”
.
A pasta do MAPA é do ex-deputado e hoje ministro Antônio Andrade, formado em engenharia civil e produtor rural em Minas Gerais. Como parte de sua atuação como deputado, foi presidente da Frente Parlamentar da Cadeia Produtiva do Leite (FPCL) no Congresso Nacional. O programa anunciado hoje, portanto, faz sentido se analisarmos a carreira política e a atuação na cadeia produtiva de Andrade.

As diretrizes do programa são agressivas. Em 10 anos, o governo brasileiro quer dobrar a produção nacional de carne bovina. Infelizmente, já somos detentores do maior rebanho comercial bovino do mundo, com cerca de 209 milhões de animais, mas o governo quer chegar a 400 milhões até 2023.
Para a cadeia produtiva do leite de vaca, o governo tem um pouco menos de espectativa. A produção deve aumentar 40% na próxima década. Hoje, cada vaca produz, em média, 1,4 mil quilos de leite por ano, em um sistema de exploração que já satura os animais e que causa diversos males a eles, como a mastite (inflamação grave no úbere), por exemplo. Segundo as novas diretrizes do “Mais Pecuária”, em 2023 cada vaca produzirá 2 mil quilos de leite ao ano.

O MAPA anunciou em seu site que o “Mais Pecuária” é benéfico ao meio ambiente (!), alegando que novas tecnologias de manejo serão aplicadas e que haverá dois bois no espaço onde hoje se cria apenas um (veja aqui). O famoso termo “bem-estar animal” também está presente no anúncio do governo, referindo-se a práticas que fazem os animais produzirem mais, serem explorados com melhores resultados financeiros.

Além de ajudar os pecuaristas com dinheiro, o governo vai disponibilizar mais de 250 mil touros reprodutores por ano até 2023 para aumentar a oferta de sêmen e vai também capacitar profissionais que trabalham com inseminação artificial.

Para alcançar todos estes objetivos, o governo fará ações de marketing no Brasil e no exterior para melhorar a imagem dos produtos pecuários brasileiros.

O valor total do investimento não foi informado, mas é claro que avançará pela casa dos bilhões de reais. Tudo do seu bolso, do dinheiro dos seus impostos.

As Baleias (e os bois) - Roberto Carlos

VEGANISMO: DIFICICIL QUANDO VOCE FOCA EM VOCE, FACIL QUANDO VOCE FOCA NOS ANIMAIS!

http://vista-se.com.br/redesocial/11-motivos-para-voce-se-tornar-veganao-hoje/

 

11 motivos para você se tornar vegana(o) hoje

Publicado em 21 de maio de 2013 em Meio Ambiente, Notícias, Pelos Animais, Saúde, Sociedade, ▼ Importante


Entenda melhor o que é veganismo e comece agora a mudança que você quer ver no mundo

Você já ouviu falar em veganismo mas talvez não entendeu muito bem o que significa ou simplesmente não achou que era o momento de adotar esta filosofia de vida em seu dia a dia, certo? Leia atentamente a lista abaixo e consiga mais informações a respeito. No final da matéria, deixamos um link esclarecedor e um brinde para você baixar de graça. Esta lista cita 11 motivos, mas eles são muitos. Descubra você mesmo.

1. Salva animais dos abatedouros

Se você não compra ou consome produtos de origem animal, a demanda cai e menos animais serão mortos até que, um dia, nenhum animal será assassinado em nome da uma indústria dita “alimentícia”.

2. Protege o meio ambiente

Uma alimentação que não utiliza leite, ovos, laticínios e outros produtos de origem animal evita a derrubada da floresta Amazônica e outros biomas para aberturas de pastos ou plantações de soja. A maioria absoluta da soja produzida no Brasil (estima-se que mais de 90%) é exportada em navios para alimentar porcos, aves e outros animais criados em confinamento para serem assassinados na Ásia e na Europa. A produção de vegetais é muito mais eficiente do que a produção de carne e outros subprodutos. Uma plantação de milho em 100 hectares, por exemplo, pode alimentar cerca de 2.500 pessoas. Se esta área for utilizada para produção pecuária, apenas 8 pessoas serão alimentadas.

3. Protege seu organismo contra o câncer

Não são poucos os estudos que relacionam o consumo de ovos, carnes e laticínios ao aparecimento de diversos tipos de câncer. Entre os principais, estão o de estômago, o de cólon, o de próstata e o de mama.

4. Protege seu coração

Além de proteger contra diversos tipos de câncer, uma alimentação vegana é comprovadamente uma ferramenta poderosa na prevenção de doenças cardiovasculares.

5. Protege pessoas menos favorecidas

Segundo o Ministério do Trabalho, a atividade comercial brasileira que mais emprega mão de obra escrava ou em condições análogas à escravidão é a pecuária. Quando você escolhe cereais, frutas, hortaliças, sementes e outros vegetais de produtores próximos à sua residência, você está colaborando diretamente para um comércio mais justo e evitando a proliferação do trabalho escravo em nosso país.

6. Protege seu bolso

Porque verduras, cereais, frutas e legumes são sempre mais baratos que carne, ovos e laticínios. Embora a indústria pecuária consiga preços incrivelmente baixos para seus produtos – se considerarmos a destruição ambiental e toda a cadeia destrutiva que suas atividades movimentam -, uma alimentação baseada em vegetais é mais barata. Não estamos aqui falando de hambúrgueres vegetais industrializados ou salsichas de soja. Estes produtos, de fato, são muito mais caros do que os que são feitos de animais. Porém, se você e sua família focarem no consumo de alimentos saudáveis e in natura, como os que podem ser comprados na feira, certamente a economia será grande.

7. Salva animais de práticas cruéis nas atividades de entretenimento

Além de não se alimentar de nenhum produto de origem animal, veganos não colaboram com nenhum evento ou estabelecimento que explora animais. Na prática, isso quer dizer que veganos não frequentam zoológicos ou circos que utilizam animais em suas apresentações, além, é claro, de boicotar rodeios, vaquejadas, touradas e outras atividades do tipo.

8. Salva você de ficar comendo a mesma coisa para sempre

É quase unânime: o prato preferido da maioria da população é o famoso arroz, feijão e bife. Ao contrário do que as pessoas pensam, uma alimentação vegana é riquíssima em variedade de sabores e cores. Receitas veganas são facilmente encontradas na internet e já existem centenas de restaurantes pelo Brasil que oferecem preparações livres de ingredientes de origem animal. Quando uma pessoa decide se tornar vegana, automaticamente começa a se informar e conhecer novos sabores e conhece muito mais opções culinárias do que pessoas que ficam naquele famoso prato quase unânime.

9. Emprega mais pessoas e de forma mais justa

É preciso muito menos gente para o manejo de uma boiada do que em uma plantação variada de vegetais. A princípio, pode parecer que, já que não precisa de tanta mão de obra, a pecuária é mais eficiente. Na verdade, proporcionalmente ao número de áreas utilizadas, a pecuária emprega menos pessoas e distribui mal as riquezas geradas com a atividade exercida. Em outras palavras, a maior parte do dinheiro vai para as mãos de poucos latifundiários. Já em hortas, pomares e plantações, especialmente naquelas em que é utilizado o cultivo orgânico, a renda é dividida de forma mais igualitária e socialmente responsável.

10. Faz de você um consumidor mais consciente

As expressões “sustentabilidade” e “responsabilidade ambiental” são grandes conhecidas de todos nós e são comuns na grande mídia. Mas, será que realmente sabemos o que elas querem dizer? Quando uma pessoa decide não mais colaborar com a dor dos animais e com a devastação do meio ambiente, ela consegue enxergar as coisas de outra forma. Gradativamente e sem parar nunca de aprender, consumidores veganos tendem a estar mais bem informados sobre os processos de fabricação e os impactos que todos os produtos que compramos geram.

11. É fácil

Depois de ler tudo isso e chegar até aqui, talvez você esteja concordando que faz sentido realmente ser vegana(o), mas deve estar receosa(o) de quão difícil deve ser não comer queijo ou beber leite ou mesmo deixar de comer churrasco e outros pratos com carne. Toda mudança, no início, pode causar certa confusão. Mas, quando se tem um motivo realmente digno de nossa atenção, as coisas ficam mais fáceis. Saiba que veganos comem churrasco, estrogonofe, coxinhas, sorvete, pizzas e tudo mais que uma pessoa que não é vegana come, só que tudo preparado de uma outra forma, claro.

Vamos tentar? Temos documentários e um livro de receitas como presentes para você

Se você está realmente interessada(o) a ir adiante e adotar o veganismo em sua vida, acesse www.sejavegano.com.br e aprenda um pouco mais. Além disso, lá você baixa um livro de receitas veganas, assiste e baixa documentários gratuitamente e se informa sobre onde ficam os restaurantes que oferecem comida vegana. Tente, você vai gostar de ser vegana(o).

OOOOO!!! CORAÇAOZAO!!!!

http://extra.globo.com/noticias/rio/morador-de-belford-roxo-tem-nas-redes-sociais-ajuda-necessaria-para-cuidar-de-animais-que-sofreram-maus-tratos-11609114.html

17/02/14 08:00

Morador de Belford Roxo tem nas redes sociais a ajuda necessária para cuidar de animais que sofreram maus-tratos

Wilson Coutinho, o Protetor, abraça um cavalo no sítio do bairro Babi, em Belford Roxo
Wilson Coutinho, o Protetor, abraça um cavalo no sítio do bairro Babi, em Belford Roxo Foto: Mazé Mixo / Extra
Marina Navarro Lins
Tamanho do texto A A A
Há dois anos, Wilson Coutinho encontrou um filhote de pitbull machucado na rua. Os ossos do cão estavam expostos e a ferida já tinha adquirido uma coloração roxa. Wilson criou em sua rede social um álbum com o nome “À espera de um milagre” e colocou as fotos do animal.
- A repercussão foi enorme e pessoas do mundo todo doaram dinheiro para salvar o cachorro. Ele sobreviveu e ganhou o nome Davi. Foi um milagre mesmo - conta Wilson, de 48 anos.
Salvar animais em perigo é o trabalho que o morador de Belford Roxo desempenha desde pequeno. Com a ajuda das redes sociais, a atividade ganhou proporções antes inimagináveis:
- Há pouco mais de um ano, um amigo da internet sugeriu que eu comprasse um sítio para cuidar melhor dos animais. Várias pessoas fizeram doações e, por fim, uma modelo brasileira que mora nos Estados Unidos deu o resto.

Wilson Protetor com uma de suas galinhas no sítio do bairro Babi, em Belford Roxo
Wilson Protetor com uma de suas galinhas no sítio do bairro Babi, em Belford Roxo Foto: Mazé Mixo / Extra
Os 20 mil amigos e os 132.600 seguidores de Wilson podem acompanhar as histórias de cada bicho que chega ao sítio, no bairro Babi. São 220 cachorros (alguns estão em sua casa), 85 gatos, 11 cavalos, quatro vacas, cinco ovelhas, cinco porcos, um bode e algumas galinhas retiradas de encruzilhadas.
- Alguns animais eu pego na rua e outros compro. Não posso simplesmente tomar o cavalo de um carroceiro, tenho que pagar - diz Wilson, dividindo os méritos com os colaboradores: - O pessoal das redes sociais ajuda a comprar remédios e a pagar o veterinário. Sempre posto as notas fiscais. É incrível o que a internet pode fazer quando é usada para o bem.
Outra forma usada pelo amante de animais para sustentar o seu sonho é o “brechopping”, um espaço ao lado de sua casa onde vende de tudo para angariar fundos.

Wilson Protetor com seus porcos no sítio do bairro Babi, em Belford Roxo
Wilson Protetor com seus porcos no sítio do bairro Babi, em Belford Roxo Foto: Mazé Mixo / Extra
Nem alergia a pelos estraga um sonho
Quando Wilson Protetor, como é conhecido, chega ao sítio, os cachorros começam a pular de alegria. Ele beija um, beija outro e abraça o porco Faustão. Wilson chama cada um pelo nome e conta a história deles. Mas não pode dizer que é dono dos animais. Todos estão ali para serem adotados, menos os de grande porte:
- Dói muito quando um deles vai embora, mas é importante. Faço um interrogatório antes para garantir que os bichos serão bem tratados. O problema é que, para cada 40 animais que pego, apenas dois são adotados.

Wilson Protetor com o cachorro Leleco no sítio do bairro Babi, em Belford Roxo
Wilson Protetor com o cachorro Leleco no sítio do bairro Babi, em Belford Roxo Foto: Mazé Mixo / Extra
Para melhorar o tratamento de seus “filhos”, Wilson decidiu construir uma pequena clínica veterinária dentro do sítio. A sede também está em reforma, assim como o local onde tomam banho.
- Eu vivo para os animais, não tenho tempo para mais nada. Por isso, levo sempre um remédio no bolso. Sou alérgico a pelos - revela Wilson Protetor, enquanto abraça um cachorro.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/morador-de-belford-roxo-tem-nas-redes-sociais-ajuda-necessaria-para-cuidar-de-animais-que-sofreram-maus-tratos-11609114.html#ixzz2tunNdsNb

100 HECTARES DE GRAOS ALIMENTAM 1100 PESSOAS. ESSA PRODUÇAO PARA RAÇAO BOVINA ALIMENTA 8 PESSOAS COM CARNE

É ambientalista, mas come carne? 

http://vista-se.com.br/redesocial/e-ambientalista-mas-come-carne/

Publicado em 25 de outubro de 2012 em Meio Ambiente, Notícias, ▼ Importante



Um conjunto de fatos sobre o desmatamento e o consumo de carne 
e outros produtos de origem animal

Por Thiago Fonseca |

Comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas. Neste texto, abordaremos as implicações ambientais da decisão de comer carne.

Se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43.000 litros de água. Já um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.

Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos produzidos no mundo vira comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos – graças ao clima, é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado que está lá. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano, haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.

E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. “Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não para de se expandir”, diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global.

As pessoas deveriam considerar comer menos carne como uma forma de combater o aquecimento global, segundo o principal cientista climático da Organização das Nações Unidas (ONU). Números da ONU sugerem que a produção de carne lança mais gases do efeito estufa na atmosfera do que o setor do transporte.

A Organização da ONU para Agricultura e Alimentos (FAO) estima que as emissões diretas da produção de carne correspondem a 18% do total mundial de emissões de gases do efeito estufa. Esse número inclui gases do efeito estufa liberados em todas as etapas do ciclo de produção da carne – abertura de pastos em florestas, fabricação e transporte de fertilizantes, queima de combustíveis fósseis em veículos de fazendas e emissões físicas de gado e rebanho. O transporte, em contraste, responde por apenas 13% da pegada de gases da humanidade, segundo o IPCC.

Pesquisas mostram que as pessoas estão ansiosas sobre suas pegadas de carbono e reduzindo as jornadas de carro, por exemplo, mas elas talvez não percebam que mudar o que está em seu prato pode ter um efeito ainda maior.

Parar de comer carne sempre foi a bandeira dos vegetarianos. Suas razões eram principalmente a saúde humana e os direitos dos animais. Hoje, o foco mudou. “Agora o meio ambiente pesa na decisão de não comer carne”, diz o biólogo Sérgio Greif, da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Um dos mais expoentes adeptos da campanha por menos carne e mais florestas é o biólogo americano Edward Wilson, da Universidade Harvard. Segundo ele, só será possível alimentar a população mundial no fim do século se todos forem vegetarianos. “O raciocínio é matemático”, diz Greif.

A produção de grãos de uma fazenda com 100 hectares pode alimentar 1.100 pessoas comendo soja, ou 2.500 com milho. Se a produção dessa área for usada para ração bovina ou pasto, a carne produzida alimentaria o equivalente a oito pessoas. A criação de frangos e porcos também afeta as florestas. Para alimentá-los, é necessário derrubar árvores para plantar soja e produzir ração. Mas, na relação custo-benefício entre espaço, recursos naturais e ganho calórico, o boi é o pior.

O gado tem sido considerado o grande vilão da Amazônia. Hoje, o Brasil mantém 195 milhões de bovinos. Há mais bois que pessoas. Cerca de 35% desse rebanho está na Amazônia. Para alimentar o gado, os pecuaristas desmataram uma área de 550 quilômetros quadrados, o equivalente ao estado de Minas Gerais. Criados livres no campo, sem ração, os bois precisam todo ano de novas áreas derrubadas para a formação de pasto.

A pecuária na região está ligada à ocupação irregular de terras públicas. As terras da região pertencem ao Estado e em sua maioria foram tomadas na forma de posse. “Sem ter de pagar pela terra, fica mais barato produzir lá que no Sul e no Sudeste”, diz Paulo Barreto, do Imazon. Para comprovar a posse da área tomada, o fazendeiro precisa mostrar que a terra é produtiva. “Para isso também servem os bois”, afirma Barreto.

Resultado de cinco meses de trabalho, os números de um estudo coordenado por Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, mostram que, em 2005, a emissão de gases-estufa (GEE) da pecuária representou 48% do total brasileiro. A atividade emitiu 1,055 bilhão de toneladas de GEE sobre 2,203 bilhões do total nacional, número do tão esperado inventário brasileiro de emissões, divulgado só recentemente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

“A diferença desse estudo em relação às abordagens estatísticas tradicionais é que elas dividem as emissões por categorias, e nossa abordagem é pela cadeia de um produto específico”, explicou Smeraldi. “Então ela é transversal, porque envolve uso da terra e fermentação entérica (basicamente, arroto de boi e vaca), por exemplo, processos que estão separados no inventário.”

Um quilo de carne industrializada significa 300 quilos de gás-estufa emitido, e esses 300 kg custam R$ 10 no mercado de carbono. Assim, é a primeira vez que a chamada “pegada de carbono” de um produto específico, no caso a carne bovina, é calculado. Pegada de carbono é a quantidade de gás-estufa liberada direta ou indiretamente por uma certa atividade. “O interessante desses dados é que eles podem começar a traduzir toda a situação para o consumidor, a dona de casa, o investidor”, comentou Smeraldi.

“Essa é a diferença de ter números sobre categorias e números sobre produtos: 1 quilo de carne industrializada significa 300 quilos de gás-estufa emitido, e esses 300 kg custam R$ 10 no mercado de carbono. É mais do que o custo da própria carne por quilo no atacado (o kg do dianteiro custa R$ 3,60; do traseiro, R$ 5,90)”, disse o especialista.

“Como investidor eu posso raciocinar que, se a carne tivesse que pagar o CO2 que emite, ficaria inviável. Por outro lado, se seguir boas práticas, posso reduzir uma barbaridade essa emissão e vender o CO2 poupado no mercado de emissões por um preço superior ao da carne. Frigorífico pode fazer mais dinheiro vendendo redução de carbono do que vendendo a própria carne.”

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca maciça está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera – o que precisa fazer com que mudemos de hábitos. Alimentar a humanidade – nove bilhões de indivíduos até 2050, segundo as previsões da ONU – exigirá uma adaptação de nosso comportamento.

Mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é “rentável” do ponto de vista alimentar: são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina. Dessa maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado – 56% nos países ricos – segundo o World Ressources Institute.

Seria o caso, então, de reduzir o consumo de carne e substituí-lo pelo peixe? Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, estimou Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD). O número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies. No atual ritmo, a totalidade das “espécies comerciais” haverá desaparecido em 2050.

A agricultura, particularmente produtos de carne e laticínios, é responsável pelo consumo de cerca de 70% da água doce do mundo, 38% do uso de terra e 19% das emissões de gases estufa. Espera-se que os impactos da agricultura cresçam substancialmente devido ao crescimento da população e o crescimento do consumo de produtos animais. Ao contrário dos combustíveis fósseis, é difícil produzir alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial de impactos somente seria possível com uma mudança de dieta, eliminando produtos animais.

Um painel de especialistas categorizou produtos, recursos e atividades econômicas e de transporte de acordo com seus impactos ambientais. A agricultura se equiparou com o consumo de combustível fóssil porque ambos crescem rapidamente com o maior crescimento econômico. O professor Edgar Hertwich, principal autor do relatório, disse: “Produtos animais causam mais dano que produzir minerais de construção como areia e cimento, plásticos e metais. Biomassa e plantações para animais causam tanto dano quanto queimar combustíveis fósseis.”

A diminuição do consumo de carne e leite em todo o mundo levaria, até 2055, a uma redução de 80% das emissões de gases que agravam o efeito estufa no setor agropecuário. A conclusão é de um estudo divulgado pelo Instituto de Estudos das Mudanças Climáticas de Potsdam, na Alemanha.

O coordenador do estudo, Alexander Popp, afirma que “a carne e o leite podem realmente fazer a diferença”. A explicação, segundo ele, é que uma redução no consumo desses itens levaria a uma queda nas emissões de dois dos gases que mais agravam o aquecimento: o metano e o óxido de nitrogênio. Esses gases são lançados na atmosfera durante a fertilização dos campos agrícolas e na produção de ração para alimentar vacas, ovelhas e cabras, entre outros animais.

Dito isso, fica a pergunta: o que você quer fazer com o planeta? Cuidar dele ou devorá-lo?

REFERÊNCIAS
http://super.abril.com.br/superarquivo/2002/conteudo_120220.shtml http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/09/07/ult4909u5467.jhtm http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EDG77074-6010,00.html http://terramagazine.terra.com.br/blogdaamazonia/blog/2009/12/10/metade-das-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-do-brasil-vem-da-pecuaria/ http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4281337-EI294,00-Terra+e+incapaz+de+acompanhar+ritmo+atual+de+consumo+de+carnes+e+pescado.html http://www.guardian.co.uk/environment/2010/jun/02/un-report-meat-free-diet http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,emissoes-estao-ligadas-a-consumo-de-carne-e-leite,573630,0.htm http://www.greenpeace.org/brasil/Global/brasil/report/2011/11-08-26_An%C3%A1lise%20do%20aumento%20do%20desmatamento%20no%20MT.pdf

DEMONIO E' NOSSO APRENDIZ! E' QUERUBIM DE ASINHAS, PERTO DOS HUMANOS!


Cães com sinais de maus-tratos são resgatados em casa de Goiás

Cachorros estavam amarrados e subnutridos em residência abandonada.
Segundo Centro de Zoonoses, dono do imóvel já tinha sido notificado.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
52 comentários

Fiscais do Centro de Controle de Zoonoses de Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, resgataram seis cachorros em situação de maus-tratos em uma casa abandonada da cidade. No local, os cães estavam amarrados e subnutridos em um espaço sujo, com muitas fezes. A denúncia foi feita pelos vizinhos do imóvel que relatam as condições em que os cães viviam. “Situação difícil, mau cheiro. Eles gritam a noite inteira com fome”, afirma um dos vizinhos, que não quis se identificar.
Outro vizinho afirma que, além dos maus-tratos aos animais, a piscina do imóvel é foco de dengue. “É complicado, espero que tirem os cachorros e também limpem o quintal porque a piscina lá tem dengue, a gente vê que tem focos. A piscina está verde e ninguém faz nada”, diz o representante comercial Marcos Pereira.
Quando os fiscais recolhiam os cães, o dono do imóvel apareceu e alegou que eles pertencem ao filho dele. Segundo a diretora do Centro de Zoonoses, Geane Souto, o proprietário já havia sido notificado pelos maus-tratos. Ele só terá os cachorros de volta se provar que tem condições de cuidar.
“Agora eles [cachorros] vão ser levados pro Centro de Controle de Zoonoses. Vão ficar sob a nossa guarda, vão ser bem cuidados, bem tratados, até que o dono tome as providências necessárias”, afirma Souto.
Cães subnutridos são resgatados abandonados em casa de Valparaíso de Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Cães estavam amarrados e subnutridos (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
tópicos:

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Principais Leis de Proteção Ambiental no Brasil

Brasil possui várias leis de proteção ambiental

- Novo Código Florestal Brasileiro - Lei nº 4771/65 (ano 1965)
- promulgada durante o segundo ano do governo militar, estabeleceu que as florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, ...são bens de interesse comum a todos os habitantes do País.

- Política Nacional do Meio Ambiente - Lei nº 6938/81 (ano 1981)
- tornou obrigatório o licenciamento ambiental para atividades ou empreendimentos que possam degradar o meio ambiente. Aumentou a fiscalização e criou regras mais rígidas para atividades de mineração, construção de rodovias, exploração de madeira e construção de hidrelétricas.

- Lei de Crimes Ambientais - Decreto nº 3179/99 (ano 1999)
- instituiu punições administrativas e penais para pessoas ou empresas que agem de forma a degradar a natureza. Atos como poluição da água, corte ilegal de árvores, morte de animais silvestres tornaram-se crimes ambientais.

- Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SUNC) - Lei nº 9985/2000 (ano 2000)
- definiu critérios e normas para a criação e funcionamento das Unidades de Conservação Ambiental.

- Medida Provisória  nº 2186-16 (ano 2001)
- deliberou sobre o acesso ao patrimônio genético, acesso e proteção ao conhecimento genético e ambiental, assim como a repartição dos benefícios provenientes.

- Lei de Biossegurança - Lei nº 11105 (ano 2005)
- estabeleceu sistemas de fiscalização sobre as diversas atividades que envolvem organismos modificados geneticamente.

- Lei de Gestão de Florestas Públicas - Lei nº 11284/2006 (ano 2006)
- normatizou o sistema de gestão florestal em áreas públicas e criou um órgão regulador (Serviço Florestal Brasileiro). Esta lei criou também o Fundo de Desenvolvimento Florestal.

- Medida Provisória nº 458/2009 (ano 2009)
- estabeleceu novas normas para a regularização de terras públicas na região da Amazônia.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Sera' que o Orquidario de Santos (SP) se interessa?



Tartarugas abandonadas lotam lago de parque na zona leste de SP


Elas apareceram na surdina e não há testemunhas para descrever a chegada. Apesar disso, os principais suspeitos de levarem as intrusas têm um perfil claro: humanos que pouco entendem de sua natureza. Abandonadas no lago do parque Piqueri, no Tatuapé, (região leste), tartarugas d'água se multiplicam. Hoje são 150 dividindo espaço (e comida) com cisnes, gansos e marrecos da área verde.
A quantidade de animais chama a atenção das crianças, que se animam a fazer um censo populacional.

Parque do Piqueri

 Ver em tamanho maior »



 Tartaruga-tigre no lago do parque do Piqueri, no Tatuapé

As mais jovens têm cerca de 5 cm, mas o quelônio pode chegar a 25 cm quando adulto e viver mais de 30 anos. Para o biólogo Ricardo Gandra, que trabalha no setor de fauna do Depave (Departamento de Parques e Áreas Verdes), o fato de elas chegarem ao tamanho de um prato seria o motivo do abandono. Segundo ele, os mais desinformados não sabem que terão de fazer um "upgrade" no tamanho do aquário de tempos em tempos.

SEM CONTROLE
O problema não ocorre só no Piqueri. Já foram encontradas tartarugas em lugares pouco convencionais, como o tanque de carpas do Hospital das Clínicas e o lago da praça da República, conta Ricardo.

Sem conseguir controlar o abandono de animais, o Depave não sabe exatamente quantos vivem atualmente no lago do parque Piqueri.

A estimativa de 150 animais foi dada por um funcionário do local, que na última quarta-feira dava ração para as aves. Para as tartarugas, nada. Ali elas têm de se virar. "Comem os peixes que morrem", disse o tratador. De acordo com ele, há dez anos esses animais já podiam ser vistos por ali, mas agora a população aumentou muito.

Na natureza, as tartarugas do gênero "Trachemys" comem vegetais, e pequenos peixes e crustáceos. Duas espécies podem ser encontradas no Brasil. A tigre-d'água é nativa do Rio Grande do Sul (também pode ser encontrada na Argentina e no Uruguai). Já a orelha-vermelha, que tem uma mancha na cabeça da cor de seu nome, vem da América do Norte, e seu comércio, antes legalizado, é hoje proibido pelo Ibama.

Ricardo Romanetto, 50, diz ser o único criador legal do Brasil. Da sua fazenda no Paraná saem cerca de 7.000 filhotes todos os anos; 20% deles são enviados para petshops da cidade de São Paulo.

Segundo ele, o número de animais contrabandeados é muito maior do que o de legalizados. "É muito fácil encontrar tartarugas por R$ 50. Eu vendo para as lojas a R$ 90. Se custar menos, é ilegal."

Segundo Márcio Borges, professor do instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, há indícios de que a espécie nativa e a exótica se acasalam. Mas mesmo a soltura de animais nativos que vivem em cativeiro é problemática, já que eles podem levar doenças para as populações naturais e colocá-las em risco.

As duas espécies existem e se reproduzem no lago do parque Piqueri. Botam os ovos na grama, e quando os filhotes nascem, as pessoas costumam levá-las para casa, segundo um dos vigias do local. "Mas depois, quando as tartarugas crescem, as pessoas trazem elas de volta e jogam no lago."

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Sociedade Doente, Ciencia Doente


Experiência com animais: posição contrária

.
Laerte Fernando Levai, promotor de justiça em São José dos Campos, SP.Laerte Fernando Levai, promotor de justiça em São José dos Campos, SP.O resgate de quase duzentos cães beagles no Instituto Royal de São Roque/SP, realizado por ativistas, surge como divisor de águas de um tema ainda considerado tabu no direito brasileiro: a experimentação animal. A partir dessa ação direta, cujo propósito foi o de salvar animais que vinham sendo submetidos à crueldade, a opinião pública começou a tomar conhecimento do que acontece por trás das paredes dos laboratórios e na maioria dos centros de pesquisa médica. Não é exagero lembrar que no Brasil milhares de animais-cobaias (cães, ratos, coelhos, gatos, porcos, macacos, rãs, cavalos, pombos, etc.) são diariamente submetidos a procedimentos atrozes que envolvem incisões, queimaduras, decapitação, envenenamento, radiação, choques elétricos, sangrias, mutilações, traumatismos ou ferimentos diversos, a fim de que os resultados neles obtidos possam porventura servir ao ser humano. Neste contexto a vivissecção, tida como prática cirúrgica em animal vivo, transformou-se em método científico oficial. Nada mais cruel e injusto, porque a tortura institucionalizada – independentemente da configuração biológica das vítimas – fere de morte o direito, despreza valores éticos e subverte a noção de justiça.

Homens e animais, apesar das semelhanças morfológicas, têm uma realidade orgânica bem diversa e, por isso mesmo, reagem de modo diferente às substâncias inoculadas. O maior equívoco da ciência é acreditar que não existe outra forma de obter conhecimento biomédico senão por meio da experimentação animal. Que o diga a tragédia da talidomida nos anos 60, quando dez mil crianças nasceram com deformações congênitas nos membros, depois que suas mães ingeriram – durante a gravidez - tranquilizantes previamente testados em roedores. Que o digam os doentes renais que destruíram sua função hepática tomando analgésicos tidos como seguros a partir de experimentos com animais. Também as pesquisas contra o câncer: apesar dos vultosos investimentos governamentais esta moléstia insidiosa continua matando gente como nunca. Os cientistas não se preocupam com a prevenção de doenças, apenas em suas consequências. Eles esquecem, porém, que o aumento da expectativa de vida humana decorre da melhoria das condições de saneamento básico e da alimentação mais saudável, não de drogas preparadas à custa do sofrimento animal. As indústrias cosmética e farmacêutica, impulsionadas pelo mesmo sistema social que cria falsas necessidades ao homem, agravam sobremaneira o drama dos animais subjugados. Conforme já divulgado pela mídia especializada e pela Agência de Notícias de Direitos Animais (www.anda.jor.br), todo ano centenas de produtos testados em animais são retirados das prateleiras por absoluta ineficácia ao que se propõem.

Em termos jurídicos a proteção constitucional à fauna garantida pelo artigo 225 par. 1º, VII, da CF (vedação à crueldade) fez com que a natureza jurídica dos animais passasse da antiga concepção civilista de coisas para a de seres sensíveis sujeitos de direitos. Com o advento da Lei 9.605/98, cujo artigo 32 caput tipifica como crime abusos, maus-tratos, ferimentos ou mutilações em animais, o tormentoso tema da experimentação veio à tona, tanto que o legislador ambiental preconizou, àquele que realiza "experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos e científicos", a adoção de "recursos alternativos" (par. 1º) . Resta saber quais são esses métodos capazes de livrar os animais de seus tormentos. Dentre as numerosas possibilidades existentes podem ser mencionados os sistemas biológicos in vitro como as culturas de células, as simulações computadorizadas, a cromatografia e espectometria de massa, a farmacologia e a mecânica quântica, os estudos epidemiológicos e clínicos, necrópsias e biópsias, os modelos matemáticos, os manequins artificiais, etc. Isso sem falar que o melhor local para o médico residente aprender seu ofício é no plantão de um pronto-socorro, sob orientação direta do profissional chefe da equipe. Da mesma forma um veterinário, ele pode exercitar seus conhecimentos teóricos em situações reais em que os animais verdadeiramente necessitem de intervenções clínicas (esterilização, suturas ou atendimento de lesões). Quanto ao biólogo, sua postura deve se pautar sempre em favor da vida, jamais contra ela. E assim por diante, o sonho de abolir toda e qualquer forma de experimentação animal não permite o comodismo nem o preconceito. A ciência poderia prosperar muito se abandonasse o modelo cartesiano invasivo de corpos que se adota desde o século XVII.
Ocorre que, na contramão da história, a Lei federal 11.794/08 (chamada Lei Arouca) regulamentou a experimentação animal no Brasil. Enquanto vários países estão abolindo o uso de animais nas atividades didático-científicas e a União Européia avança cada vez mais neste sentido, aqui se editou uma lei que legitima essa exploração. Tal diploma jurídico, cuja inconstitucionalidade é notória, reafirma a experimentação animal como método oficial de pesquisa, desprezando a essência do mandamento constitucional protetor. O mais paradoxal é que, desde seu preâmbulo, a Lei Arouca apresenta-se como salvaguarda aos interesses dos animais, quando na realidade faz exatamente o contrário. Apesar do propalado intuito humanitário atribuído ao CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal) e às CEUA (Comissões de Ética no Uso de Animais), o legislador recomenda "eutanásia" nas hipóteses em que os animais forem submetidos a um "mínimo de sofrimento físico ou mental" (artigo 3º, IV), a "intenso sofrimento" (artigo 14 par. 1º) ou a "elevado grau de agressão" (artigo 15), o que revela claramente os propósitos dessa lei. Nas mãos do pesquisador, com respaldo num diploma jurídico perverso, os animais tornam-se meros objetos, matéria orgânica, a máquina-viva que se usa e depois é descartada. Como se eles fossem criaturas eticamente neutras. Por isso é que a Lei Arouca deveria ser revogada.
Não pode existir exercício regular de um direito à tortura, nem garantia constitucional à pesquisa científica sem limites éticos, tampouco autonomia absoluta da universidade que utiliza animais no ensino. A norma magna que protege a fauna, devidamente encampada pela lei ambiental, surgiu para resguardar a integridade física dos animais: sua melhor interpretação demonstra que o "princípio da senciência" deve prevalecer sobre qualquer outro, porque ele diz respeito a um valor concreto que se opõe à inflição de dor a seres sensíveis. Mas enquanto os métodos substitutivos não forem efetivamente aplicados, como deveriam ser, resta à população boicotar os produtos testados em animais e também exigir, no ensino, a garantia de objeção de consciência aos alunos que não queiram violar suas convicções pessoais e ideológicas. Grandes vultos da história já ergueram voz contra o massacre de animais submetidos à experimentação, como Voltaire, Vitor Hugo, Richard Wagner, Mahatma Ghandi, George Bernard Shaw, Leon Tolstoi, Hans Ruesch, Milly Shär-Manzoli, Pietro Croce, dentre outros tantos. Na atualidade os filósofos Peter Singer, Tom Regan, Gary Francione, João Epifânio Regis Lima e Sônia Felipe têm inspirado os ativistas dos direitos animais para que continuem firmes nessa luta. Afinal, a postura abolicionista é a única que se ajusta ao legítimo direito dos animais e ao mandamento constitucional que veda a crueldade. Utopia ou não, o fim dos experimentos com animais poderia ocorrer com a edição de um texto legal simples e objetivo, ao estilo da Lei Áurea: "Art. 1º) Fica abolida a experimentação animal no Brasil. Art. 2º) Revogam-se as disposições em contrário".
Artigo de Laerte Fernando Levai, Promotor de Justiça do MP/SP. Mestre em Direito pela UNISAL/Lorena. Especialista em Bioética pela FM/USP. Pesquisador do Diversitas – Núcleo de Estudos das Diversidades, das Intolerâncias e dos Conflitos, ligado à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, da USP. Autor de "Direito dos Animais" (Mantiqueira, 2004).
Fonte: Carta Forense