terça-feira, 21 de outubro de 2014

Um ano do RESGATE DOS BEAGLES do Instituto Royal

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Resgate no Instituto Royal #OperaçãoSnoopy

Bom gente seguinte, eu fui no Instituto Royal ontem. Saí de casa lá pra meia noite, peguei uma estrada cheia de neblina e chuva, me perdi chegando lá, pois a entrada é bem "esquisitinha". Me abalei com marido e filhos e chegando lá todos estavam do lado de fora. [Ahhh... passando pelo pedágio, perguntei pra menina que trabalhava lá onde ficava o Instituto Royal. Ela mora lá perto e disse que sabia de coisas horríveis de lá. O que mais me assustou foi que cachorros já foram EXPLODIDOS em experiências. Ou seja...]
Era uma estrada de terra estreita, com um portão no fundo. Dei sorte de chegar junto com o Feliciano Filho, que me explicou mais ou menos sobre a situação. Deu uns 15 m e um grupo resolveu entrar... Tinha uma passagem (arrombada) na cerca. Entrei também, fui uma das primeiras, mas como eu estava com meus filhos de 6 e 8 anos (que entraram também), resolvi voltar. Fiquei com medo de que algo acontecesse. E aconteceu. Todos que desceram, foram rendidos pela polícia, ouvi gritos lá dentro que estava rolando gás lacrimogêneo.
Alguns minutos se passaram e subiu uma das pessoas que estavam retidas dizendo que as coisas estavam sob controle, finalmente acalmando todos. Mas o clima ainda estava tenso.
Pedi pro marido descer lá, ele foi... e sumiu no breu. Só voltou tempos depois carregando os cachorros junto com vários outros resgatantes.
Quando vi os cachorros, senti um alívio absurdo, fiquei na porta ajudando os protetores a passarem com os bichos. A passagem era estreita e ficava difícil passar, ainda mais com um ou dois cachorros no colo.
Dezenas de animais foram resgatados. As fêmeas pareciam grávidas. Muito gordas, barrigas muito inchadas, e tetas grandes e caídas (de já terem amamentado). Matrizes. Matrizes que produziam mais animais para pesquisas. Produziam o "ESTOQUE". Váaarios filhotes.
Todos os cachorros fediam a carniça. Como ajudei a carregar vários, fiquei com o cheiro impregnado.
Muitos animais pareciam DOPADOS. Marido falou que eles viviam no meio da merda. O galpão estava extremamente imundo. O cheiro era insuportável. Arrombamos o portão de entrada. A passagem estreita que estávamos usando, só atrasava o trabalho de resgate.
Lá pras 3 da manhã os policiais não deixaram mais tirar nenhum animal, todos que subiam falavam a mesma coisa: QUE AINDA EXISTIAM ANIMAIS LÁ NO LABORATÓRIO, e que a maioria estava mutilada. Mas nada mais poderia ser feito pois a polícia não deixava.
Masssss não vou falar mal da polícia não!!!! Se eles quisessem, não deixariam a gente tirar nem um pelo de lá!!!! Fizeram vista grossa. Viram o absurdo que acontecia lá. Tentaram fazer o seu trabalho sem vender suas almas. Afinal, qualquer um, policial ou não, se comoveria com a situação.
Vários animais foram retirados e colocados rapidamente em porta malas. Carros saíam e chegavam pra ajudar. A imprensa estava lá (mas a Globosta não). Esperei até o último cachorro ser carregado e levado.
Fiquei sabendo também da existência de um PORÃO. E que nesse porão estaria a maioria das provas do crime. Como animais mortos e mutilados. Não nos deixaram entrar lá (Porque será???). Acredito MESMO que existam provas e animais ainda por lá.
Vi alguns resgatantes levando provas escritas, arquivos das experiências. E acho que esse material é O MAIS VALIOSO! É com esses materiais que vamos conseguir desmascarar essa empresa do holocausto animal.
O meu maior medo é que o Instituto Royal vá comprar mais cachorros e recomeçar todas as experiências já feitas. Recomeçar tudo que foi perdido.
E é exatamente por isso que não podemos esquecer esse caso. Temos que ficar em cima. Ainda mais porque essa instituição é mantida e patrocinada PELO GOVERNO. Tem o aval do governo e já recebeu mais de cinco milhões de reais para pesquisa.
Aguardo posicionamento dos Black Blocks E ESTOU COM ELES.
Não existe revolução pacífica.
#operaçãosnoopy






Aqui eu estou do lado de dentro do Instituto Royal:


Marido carregando um bb