domingo, 2 de agosto de 2015

POSTURA RADICAL A FAVOR DOS ANIMAIS

De anjos e carnificinas [Dr. phil. Sônia T. Felipe]

Terminei de ler esta manhã O Evangelho Essênio da Paz, uma leitura iniciada há dois anos e que teve sua interrupção por tantas outras, mais urgentes.

Ao final do livro, deparo-me com a recomendação de manter o vínculo com os Anjos da terra, do fogo, do ar, da água, da vida e da alegria.

De que modo? Através do alimento vegetal, impregnado pela fotossíntese de tudo isso, sem o que não há vida. A surpresa ficou por conta da Alegria, a ausência de desejo de destruição, a pura fruição, o contentamento pulsante que não tira da carne a vida, pelo contrário, dá à ela a vitalidade, a mais pura Ahimsa (embora este termo seja sânscrito e não aramaico).

Como podemos ser alegres tirando a vida do corpo dos animais para comer a matéria que o constituía, após termos destruído seu espírito?

Por uns poucos minutos tive a alegria de ler um boato de que o chefe do Templo Gadhimai havia abolido a matança quinquenal de animais (que beira meio milhão de indivíduos) no Nepal. Em seguida, leio a notícia, postada no Olhar Animal, de que não passou de boato.

Agora, para não estragar minha alegria, só resta desejar que o boato se torne fato. Por lá e aqui também, onde matamos não apenas 500 mil animais a cada cinco anos, matamos seis bilhões deles a cada ano.