domingo, 28 de dezembro de 2014

Eles sentem o mesmo que todos nós

Sempre indago quem outorgou ao ser humano o livre-direito de explorar, subjugar, maltratar, assassinar um animal por esporte, por lazer (caça e pesca esportiva) ou matá-los para alimentação.  Quem foi que nos outorgou este "direito" e privilégio?
 
 

Costumo insistir naquilo que é necessário para o despertar de uma nova consciência pelo bem dos animais. Como o sol que surge ao nascer de cada dia, torna-se indispensável o renascer das ideias que incitam a vida, o pleno direito dos outros seres sencientes viverem sem a perseguição contumaz de humanos crueis e desalmados.
 
Senciência animal é tema fundamental para que possamos modificar todos os velhos e superados conceitos sobre a vida deles.   Por isso, estudo diariamente a fim de melhor entender e levar ao leitor informações qualificadas.  A vida é uma importantíssima escola para a nossa evolução e a preservação da vida na Terra em amplo espectro.
 
Com os proficientes estudos de neurocientistas desvendando o que era antes insondável no mundo animal, hoje sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e outros de espécies diferentes, como o polvo, por exemplo, possuem estruturas nervosas que produzem a consciência.  Todos os animais são seres sencientes e não pairam mais dúvidas sobre a questão.
 
Um cachorro quando demonstra alegria ao ver seu tutor, são ativados naturalmente em seu cérebro estruturas semelhantes às mesmas estruturas que existem no cérebro humano.  O mesmo ocorre quando sente dor, medo, etc.
 
Citei acima o polvo - este animal possui 500 milhões de neurônios - os humanos possuem em torno de 100 bilhões e, com isso, segundo a Ciência, a estrada está construída para produzir-se consciência sintética, algo inimaginável há algumas décadas.   A neurociência deu passos largos no estudo e entendimento da complexidade cerebral, embora ainda haja muitos mistérios a ser revelados.
 
Há uma tendência natural da espécie humana em pensar que o mundo nos foi concedido por Deus.  Todavia, esquecemos ou fingimos não perceber que os animais também têm direito à vida.  A concepção antropocêntrica de que somos o centro do mundo, o divisor de águas, os melhores e mais capacitados está totalmente superada.  O especismo não cabe mais nos dias de hoje, quando temos suporte para estudar e entender que os outros seres vivos também são criaturas da mesma divindade e, portanto, precisam viver, tendo sentimentos, consciência e emoção.
  
Segundo o dr. Marc Bekoff, do corpo docente da Universidade do Colorado, as características consideradas exclusivamente humanas, como a capacidade de sentir emoções e tomar decisões morais, estão espalhadas em todo reino animal e complementa, afirmando que os animais têm sentimentos complexos e profundos, como alegria, mágoa, tristeza, vergonha, ressentimento, empatia e compaixão.  Eles também diferenciam o certo do errado e se sensibilizam pela dor e alegria dos outros animais.
 
O luto dos animais, a adoção de um por outro de espécie diferente, não é ato de instinto - é sentimento profundo que nós conhecemos como ...amor!
 
Vou sugerir às autoridades, vou trabalhar intensamente para tentar inserir na grade escolar em todos os níveis a senciência e direito dos animais.  Não deixo de fazer a minha parte, pois tenho plena convicção que eles sentem o mesmo que todos nós.
 
Por: Gilberto Pinheiro
Jornalista, palestrante em escolas e universidades
sobre a senciência dos animais, integrante da CPDA/OAB,
Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da Ordem Dos Advogados
do Brasil, seccional Rio de Janeiro

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